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Rafael Reis

REPORTAGEM

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Com Brasil no topo, seleção dos mais caros da América do Sul vale R$ 990 mi

Gerson, do Flamengo, é um dos integrantes da seleção da América do Sul - Thiago Ribeiro/AGIF
Gerson, do Flamengo, é um dos integrantes da seleção da América do Sul Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

23/04/2021 04h20

A seleção dos jogadores mais valiosos da atualidade que estão em atividade no futebol sul-americano tem maioria brasileira.

Ao contrário do ano passado, quando os argentinos tinham a hegemonia, desta vez o país pentacampeão mundial é o mais representado na equipe ideal elaborada pelo "Transfermarkt", site especializado na cobertura do Mercado da Bola internacional.

São seis atletas tupiniquins, contra quatro da Argentina e um do Peru, na formação mais cara possível feita a partir da análise dos preços dos integrantes dos elencos dos clubes das dez nações filiadas à Conmebol.

De acordo com a pesquisa, o Brasil tem o zagueiro mais caro da América do Sul (Bruno Viana, do Flamengo), assim como o lateral esquerdo (Abner, do Athletico-PR), os dois meias centrais (Matheus Henrique, do Grêmio, e Gerson, do Flamengo), o meia-atacante pela direita (Gabriel Verón, do Palmeiras) e o centroavante (Gabriel Barbosa, do Flamengo) número um do continente.

Campeão da Libertadores na última temporada, Veron é o jogador mais valioso em atividade na América do Sul neste momento. Apesar dos vários problemas físicos que têm minado seu desenvolvimento, o jovem de 18 anos tem preço estimado em 25 milhões de euros (R$ 165,3 milhões).

Apenas outros dois atletas do continente, Gabigol e o meia-atacante argentino Thiago Almada, do Vélez Sarsfield, também apresentam valores na casa dos 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 132 milhões).

Dos 11 titulares da seleção sul-americana, nove estão na disputa da fase de grupos da Libertadores, o torneio interclubes mais importante do continente, que começou nesta semana. As exceções são Matheus Henrique, que caiu com o Grêmio nas etapas preliminares da competição, e Abner, que não se classificou com o Athletico-PR.

A versão 2021 do time dos mais caros em atividade no continente está avaliada em 149,3 milhões de euros (quase R$ 990 milhões). Apesar da pandemia da Covid-19, que desacelerou o Mercado da Bola, o preço não é muito diferente dos 151,5 milhões de euros (R$ 1 bilhão) da equipe do ano passado.

Mais da metade da seleção atual continua a mesma da temporada passada. Continuam na escalação os argentinos Esteban Andrada (Boca Juniors) e Gonzalo Montiel (River Plate), além de Matheus Henrique, Gerson, Gabriel Veron e Gabigol.

O clube com mais atletas nessa equipe da elite da América do Sul é o Flamengo, com três nomes. Boca Juniors e Vélez Sarsfield têm dois jogadores cada. River, Athletico-PR, Grêmio e Palmeiras também estão representados.

A seleção dos mais caros da América do Sul

G - Esteban Andrada (ARG, Boca Juniors) - 8 milhões de euros
LD - Gonzalo Montiel (ARG, River Plate) - 12,5 milhões de euros
Z - Bruno Viana (BRA, Flamengo) - 7 milhões de euros
Z - Luis Abram (PER, Vélez Sarsfield) - 6,8 milhões de euros
LE - Abner (BRA, Athletico-PR) - 6 milhões de euros
MC - Matheus Henrique (BRA, Grêmio) - 15 milhões de euros
MC - Gerson (BRA, Flamengo) - 14 milhões de euros
MAD - Gabriel Veron (BRA, Palmeiras) - 25 milhões de euros
MAC - Thiago Almada (ARG, Vélez Sarsfield) - 20 milhões de euros
MAE - Cristian Pavón (ARG, Boca Juniors) - 15 milhões de euros
A - Gabriel Barbosa (BRA, Flamengo) - 20 milhões de euros

Fonte: Transfermarkt