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Rafael Reis

REPORTAGEM

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Recordista na Holanda, zagueiro cogita retorno ao Brasil depois de 14 anos

Eric Botteghin (Feyenoord) vai deixar o futebol holandês após 14 anos - John de Pater/Feyenoord
Eric Botteghin (Feyenoord) vai deixar o futebol holandês após 14 anos Imagem: John de Pater/Feyenoord
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

18/04/2021 04h00

Depois de 14 temporadas e meia, mais de 450 partidas disputadas e seis títulos conquistados (entre campeonatos, copas e supercopas), o recordista brasileiro de jogos na história do futebol holandês terá uma casa nova na próxima temporada. O zagueiro Eric Botteghin decidiu não renovar contrato com o Feyenoord, um dos três clubes tradicionalmente mais poderosos da terra de Johan Cruyff e, a partir do começo de julho, estará livre no Mercado da Bola.

O defensor, revelado nas categorias de base do Grêmio Barueri e que também defendeu as equipes inferiores do Internacional antes de se mandar para a Europa, ainda no final da adolescência, já avisou que não quer apenas mudar de time no segundo semestre. Seu desejo é trocar também de país. "Sinto que meu ciclo por aqui terminou. Adorei o tempo que vivi aqui, mas já tenho 33 anos é quero experimentar algo novo, com outra liga, outros estádios, outra cultura, outro estilo de jogo", afirmou o jogador, em entrevista por telefone ao "Blog do Rafael Reis".

Uma dessas possibilidades avaliadas por Botteghin para o futuro de sua carreira é retornar a seu país de origem. Natural de São Paulo, o zagueiro jamais disputou uma partida de Libertadores, do Campeonato Brasileiro ou mesmo de Estaduais

"Sou brasileiro, fiz minha base por aí e cheguei a atuar no Inter B. É claro que tenho vontade de ver como seria jogar no Brasil, o país onde estão minha família e meus amigos. Mas minha mente está aberta. Vamos ver as oportunidades que vão aparecer para que eu possa estudá-las e escolher o melhor caminho."

A chance que Botteghin espera receber agora já lhe bateu na porta outras vezes. Depois que chegou ao Feyenoord, em 2015, e se estabeleceu como um dos principais zagueiros do futebol holandês, o jogador foi procurado por vários clubes brasileiros.

As conversas nunca evoluíram para uma proposta suficientemente boa para alterar o caminho da carreira do defensor, que passou por Zwolle, NAC Breda e Groningen antes de ser contratado pelo time pelo qual foi campeão nacional em 2016/17. Mas os contatos que foram feitos no passado agora podem lhe ajudar a voltar para o Brasil. "Pode ser, mas a gente sabe como funciona o futebol brasileiro. Nem sei se as pessoas com quem conversei ainda continuam no comando dos clubes."

Antes de deixar o Feyenoord e dar sequência à sua carreira em outro canto do mundo, Botteghin tem uma última missão: evitar que seu time fique fora das competições europeias da próxima temporada.

Por enquanto, o clube de Roterdã ocupa a quinta posição no Holandês, suficiente apenas para colocá-lo no playoff por "vagas continentais". Para conquistar o terceiro lugar e assegurar um lugar na Conference League, novo torneio da Uefa, é necessário tirar uma desvantagem de sete pontos para o AZ Alkmaar nas últimas cinco rodadas.

O próximo compromisso do Feyenooord na liga nacional é um confronto direto na luta pela classificação continental. No próximo domingo (25), a equipe recebe o Vitesse, quarto colocado.