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Rafael Reis

REPORTAGEM

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Barcelona se acerta sem Coutinho e abre porta de saída para o brasileiro

Philippe Coutinho está sem jogar desde dezembro - Pau BARRENA / AFP
Philippe Coutinho está sem jogar desde dezembro Imagem: Pau BARRENA / AFP
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

29/03/2021 04h00

É óbvio que não existe hora certa para um jogador profissional de futebol se contundir e ir para o departamento médico. Mas o timing da lesão de joelho sofrida por Philippe Coutinho não poderia ter sido pior.

Afastado dos gramados desde que sofreu uma ruptura no menisco, no final de dezembro, e ainda sem previsão de retorno, o meio-campista brasileiro viu o Barcelona se acertar na sua ausência e emendar uma sequência de 12 vitórias e um empate no Campeonato Espanhol.

Com isso, o jogador, que iniciou a temporada como uma das apostas do técnico Ronald Koeman para a reconstrução do time catalão, perdeu importância no elenco e agora faz parte da lista de candidatos a deixar o Camp Nou na próxima janela de transferências.

De acordo com o jornal "Sport", a diretoria culé considera Coutinho caro demais para ser apenas uma opção no banco de reservas e pretende negociá-lo com algum clube ou usá-lo como moeda de troca assim que o Mercado da Bola reabrir na Europa.

O destino mais provável do camisa 14 é a Inglaterra. Liverpool, onde o brasileiro jogava antes de chegar ao Barcelona, e Arsenal vêm sendo apontados pela imprensa espanhola como favoritos para ficar com o jogador.

Coutinho é a contratação mais cara da história da equipe de Lionel Messi (160 milhões de euros, ou R$ 1,1 bilhão, na cotação atual), mas jamais conseguiu se firmar por lá. Na temporada passada, foi emprestado ao Bayern de Munique para tentar recuperar seu futebol.

Mesmo reserva na conquista da Liga dos Campeões, ele voltou à Espanha com o moral lá em cima. Até por isso, começou a temporada como titular e um dos pilares do trabalho recém-iniciado por Koeman.

Mas os problemas físicos atrapalharam. A lesão no joelho, a consolidação do garoto Pedri, que joga exatamente na mesma posição do brasileiro, e a recente sequência de bons resultados do Barça complicaram a vida do meio-campista.

Para piorar, a contusão de Coutinho tem se mostrado pior a cada dia. Submetido a uma artroscopia, a previsão inicial é que ele ficasse sem jogar durante três ou quatro meses. Só que, na semana passada, o jogador viajou ao Qatar para ser reavaliado e precisou passar por uma nova cirurgia.

Agora, é pouco provável que o meia volte a disputar alguma partida nesta temporada. Ou seja, ele nem terá a oportunidade de convencer Koeman a continuar no elenco. Até mesmo sua participação na Copa América, que será disputada entre junho e julho, está ameaçada.

Depois de chegar a ficar mais de 10 pontos atrás do Atlético de Madri, o Barcelona está agora a apenas quatro pontos do líder do Espanhol. Faltando dez rodadas para o encerramento da competição, os catalães têm 62 pontos, contra 66 do colchoneros (e 60 do Real Madrid, terceiro colocado).

No próximo fim de semana, essa diferença pode cair ainda mais. Afinal, enquanto o Barça recebe o modesto Valladolid, que luta contra o rebaixamento, o Atlético de Madri visita o Sevilla, quarta força do país.

Além da liga espanhola, o time dirigido por Koeman, que já foi eliminado da Champions, ainda luta em mais uma frente nesta temporada: a Copa do Rei. A decisão do torneio, contra o Athletic Bilbao, está marcada para o dia 17 de abril.