PUBLICIDADE
Topo

Histórico

Rafael Reis

Por onde andam 7 ex-jogadores do Cruzeiro "escondidos" no exterior?

Ricardo Goulart foi um dos destaques do bicampeonato brasileiro do Cruzeiro nesta década - Alexandre Schneider/Getty Images
Ricardo Goulart foi um dos destaques do bicampeonato brasileiro do Cruzeiro nesta década Imagem: Alexandre Schneider/Getty Images
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

18/11/2020 04h20

O que aconteceu com aquele jogador que vestiu a camisa do seu time de coração, talvez até tenha conquistado algum título por lá, aceitou uma proposta para jogar no exterior e simplesmente desapareceu do radar da imprensa brasileira?

É bem provável que ele esteja "escondido" em algum cantinho do mundo que não sejam os principais campeonatos nacionais da Europa (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão ou Francês) e nem tenha o prazer de disputar a Liga dos Campeões.

Desde agosto e durante 13 semanas, o "Blog do Rafael Reis" está mergulhando na caça desses atletas para apresentar a vocês, leitores, os paradeiros de alguns deles.

Neste penúltimo episódio, mostramos hoje o que andam fazendo da vida sete jogadores que passaram recentemente pelo Cruzeiro e hoje estão "perdidos no mundo"... Ou melhor, estavam, já que encontramos todos eles.

RICARDO GOULART
Meia-atacante
29 anos
Guangzhou Evergrande (CHN)

Um dos protagonistas do time que foi bicampeão brasileiro em 2013 e 2014, acabou sendo um dos primeiros atletas de ponta do país que foram negociado a peso de ouro com o futebol chinês. Pelo Guangzhou Evergrande, construiu uma hegemonia no futebol nacional, ganhou um título de Liga dos Campeões da Ásia e chegou a ser eleito o melhor jogador do continente. No ano passado, aceitou convite do Palmeiras para retornar ao Brasil por empréstimo, mas não ficou nem seis meses por aqui. Para não perder a chance de se naturalizar chinês e defender a seleção do país mais populoso do planeta, foi embora em junho. Na recém-encerrada temporada chinesa, atuou cedido ao Hebei Fortune, que parou nas quartas de final da Superliga. Agora chamado de Gao Late no Oriente, ainda espera a primeira chance de jogar pela seleção da China.

RAFAEL MARQUES
Atacante
37 anos
Ventforet Kofu (JAP)

Rafael Marques - Jason Silva/AGIF - Jason Silva/AGIF
Imagem: Jason Silva/AGIF

Contratado em 2017, depois de se destacar com a camisa do Palmeiras, em um negócio que levou Mayke para o futebol paulista, o atacante teve passagem das mais discretas por Belo Horizonte. Rafael Marques até participou da conquista do título mineiro de 2018, mas ficou a maior parte do tempo em que atuou pelo Cruzeiro como opção no banco de reservas. Já bastante experiente e na reta final da carreira, o atacante aceitou neste ano o desafio de jogar no exterior, mudou-se para o Japão e foi disputar a segunda divisão nipônica. No Ventforet Kofu, também tem começado mais partidas no banco do que entre os titulares. Em 18 jogos na temporada, o brasileiro fez só um gol.

LUCAS ROMERO
Volante
26 anos
Independiente (ARG)

Lucas Romero - REUTERS/Agustin Marcarian - REUTERS/Agustin Marcarian
Imagem: REUTERS/Agustin Marcarian

O argentino defendeu o Cruzeiro durante três anos e meio, participou das conquistas de duas edições da Copa do Brasil (2017 e 2018) e sempre arranjava um lugarzinho para se manter como titular, seja atuando como volante, sua posição de origem, ou improvisado na lateral direita. Em julho do ano passado, antes da equipe entrar em estado de "ladeira abaixo" no Brasileiro, foi negociado com o Independiente e retornou para a Argentina. Alguns meses atrás, foi especulada em Belo Horizonte a possibilidade de Romero retornar ao clube para disputar a Série B, mas o negócio acabou não evoluindo.

GABRIEL XAVIER
Meia
27 anos
Nagoya Grampus (JAP)

Gabriel Xavier (Cruzeiro) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O meio-campista de pouca estatura até teve um início promissor no Cruzeiro, mas acabou perdendo espaço no clube e acabou emprestado para Sport e Vitória. Em 2017, mudou-se para o Japão e foi defender o Nagoya Grampus na segunda divisão. Depois de ajudar a equipe a subir para a elite, o jogador teve seus direitos econômicos adquiridos pelos nipônicos, assinou contrato de longa duração e passou a lutar anualmente para se manter na J-League. Nesta temporada, a situação mudou radicalmente. Os Grampus embalaram, saíram da parte de baixo da tabela e estão na briga para se classificar para a Liga dos Campeões da Ásia.

SOUZA
Meia
32 anos
Al-Ettifaq (ARA)

Souza (Cruzeiro) - Washington Souza/Vipcomm - Washington Souza/Vipcomm
Imagem: Washington Souza/Vipcomm

Apesar de nunca ter se firmado como um jogador realmente importante no Cruzeiro, fez parte do time que foi campeão brasileiro em 2013 e esteve no começo da campanha do bi, no ano seguinte (acabou emprestado em junho para o Santos). Depois de deixar a equipe mineira, passou quatro anos no Cerezo Osaka e chegou a ganhar dois títulos de copas no Japão. Em janeiro, topou um novo desafio e mudou de país na Ásia. Hoje, é titular absoluto do Al-Ettifaq, time de meio de tabela da Arábia Saudita.

BRUNO VIANA
Zagueiro
25 anos
Braga (POR)

Bruno Viana (Cruzeiro) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Revelado na base cruzeirense, teve muitas chances no time principal durante a curta passagem do português Paulo Bento pelo clube, em 2016. A pedido do treinador português, foi contratado meses mais tarde pelo Olympiacos e acabou se transferindo para a Grécia. Desde 2017 em Portugal, Bruno Viana é hoje um dos principais pilares do Braga, uma espécie de quarta força do futebol luso, que tem incomodado cada vez mais os grandes Porto, Benfica e Sporting. Na atual temporada, a equipe do ex-zagueiro da Raposa ocupa a vice-liderança do campeonato nacional.

LÉO BONATINI
Atacante
26 anos
Grasshoppers (SUI)

Léo Bonatini - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Formado na base do Cruzeiro, não teve chances no time principal e acabou emprestado a Goiás e Estoril (Portugal) para ganhar experiência. Mesmo pouco conhecido no Brasil, Bonatini tem construído uma carreira sólida no exterior. Com os direitos econômicos ligados ao Wolverhampton, clube que tem sido uma das sensações da Inglaterra nas últimas temporadas, já brilhou na segundona do país que inventou o futebol e até disputou sete partidas da badalada Premier League. Nesta temporada, foi cedido pelos Wolves ao Grashoppers, da Suíça. Nas primeiras seis partidas pelo novo time, já marcou dois gols.