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Rafael Reis

7 técnicos estrangeiros que estão livres para trabalhar no Brasil agora

Português Leonardo Jardim fez sucesso no comando do Monaco, mas agora está desempregado - Jean Catuffe/Getty Images
Português Leonardo Jardim fez sucesso no comando do Monaco, mas agora está desempregado Imagem: Jean Catuffe/Getty Images
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

22/10/2020 04h00

Contratar treinadores estrangeiros virou moda no futebol brasileiro. E uma moda que tem dado resultado. Afinal, os três primeiros colocados da Série A deste ano são dirigidos por gringos: Internacional (Eduardo Coudet), Flamengo (Domènec Torrent) e Atlético-MG (Jorge Sampaoli).

Depois de demitir Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras tentou entrar nessa onda e foi atrás do espanhol Miguel Ángel Ramírez. Só que o treinador disse não aos paulistas e alegou que gostaria de completar seu trabalho no Independiente del Valle, do Equador, antes de buscar novos rumos.

Para ajudar os times brasileiros a evitar novas recusas, o "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo sete treinadores estrangeiros do perfil que nosso futebol tem contratado (portugueses e nomes acostumados à América do Sul) que estão desempregados e que, por isso, teriam uma chance maior de aceitar convites do futebol pentacampeão mundial.

LEONARDO JARDIM
Português
46 anos

Viveu o melhor momento de sua carreira na temporada 2016/17, quando, à frente do Monaco, interrompeu a sequência de títulos franceses do Paris Saint-Germain, alcançou as semifinais da Liga dos Campeões da Europa e revelou um tal de Kylian Mbappé. Está desempregado desde dezembro, quando sua segunda passagem pelo clube do Principado chegou ao fim. Em julho, foi procurado pelo Flamengo para substituir Jorge Jesus, mas não aceitou a proposta rubro-negra por acreditar que receberia ofertas europeias na virada da temporada. Só que 2020/21 já começou, esses convites não se concretizaram e Jardim continua sem trabalhar. Por isso, uma nova investida brasileira por ele agora pode ter um resultado diferente.

JOSÉ PÉKERMAN
Argentino
71 anos

Jose Pekerman - Filippo Monteforte/AFP - Filippo Monteforte/AFP
Imagem: Filippo Monteforte/AFP

Apesar de já ter cruzado a barreira dos 70 anos, o veterano argentino envelheceu bem e está totalmente adaptado ao futebol que é praticado hoje em dia. A prova disso foi o bom trabalho feito com a seleção colombiana. Pékerman ficou à frente dos Cafeteros durante seis anos, conseguiu classificá-los para as duas últimas edições da Copa do Mundo e fez bonito em ambas -as quartas de final alcançadas em 2014 são o melhor resultado da história do país. O que joga contra o argentino é o fato de ser marcado como um treinador de seleções. O último clube que Pékerman dirigiu foi Tigres, do México, há 11 anos.

MARCO SILVA
Português
43 anos

Marco Silva - Lee Smith/Reuters - Lee Smith/Reuters
Imagem: Lee Smith/Reuters

Assim como Jardim, também fazia parte da lista flamenguista de candidatos para suceder Jesus. Apesar de português, Marco Silva tem seu nome muito mais ligado ao futebol da Inglaterra. Entre 2017 e 2019, ele comandou três equipes diferentes na Premier League, o campeonato nacional mais badalado do mundo. O luso fez um ótimo trabalho no Hull City e teve desempenho satisfatório no Watford. No entanto, fracassou completamente no Everton, quando teve em mãos um orçamento mais alto e jogadores de nível qualificado. Quando foi demitido da equipe de Liverpool, em dezembro passado, ele estava na zona de rebaixamento. Mesmo com esse deslize, seria um reforço de peso para qualquer time brasileiro.

GABRIEL HEINZE
Argentino
42 anos

Gabriel Heinze - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Antes mesmo de o Palmeiras abrir negociações com Miguel Ángel Ramírez, o ex-zagueiro argentino que defendeu Manchester United, Real Madrid e Paris Saint-Germain já vinha sendo apontado como candidato para assumir a equipe brasileira. Heinze já dirigiu três clubes em sua carreira como treinador (Godoy Cruz, Argentinos Juniors e Vélez Sarsfield), mas até o momento só foi campeão na segunda divisão argentina. Mesmo assim, seus trabalhos têm sido celebrados por sua obstinação e pelo bom futebol que tem praticado. Por outro lado, Heinze costuma ter um comportamento explosivo, dificuldades de relacionamento com dirigentes e deixa inimigos por onde passa.

GERMÁN BURGOS
Argentino
51 anos

Germán Burgos - AFP - AFP
Imagem: AFP

Se o objetivo do seu time é fortalecer a defesa e jogar por "uma bola", uma ótima opção no mercado pode ser apostar no ex-goleiro argentino. Burgos jamais trabalhou como treinador, mas passou os últimos nove anos sendo o braço direito de Diego Simeone, o aclamado técnico do Atlético de Madri, que arma um sistema de marcação como ninguém no mundo. O ex-assistente resolveu romper a parceria com Cholo no final da temporada passada porque deseja se lançar em voo solo. Ou seja, ele só está à espera de um primeiro convite interessante para estrear na nova carreira. Credenciais para se dar bem, ele tem.

BRUNO LAGE
Português
44 anos

Bruno Lage - Benfica/Divulgação - Benfica/Divulgação
Imagem: Benfica/Divulgação

Mais um nome da escola portuguesa que tem ganhado cada vez mais espaço no futebol mundial, Lage dirigiu o Benfica de janeiro de 2019 até junho deste ano. Apesar da queda de desempenho no pós-quarentena que fez com que ele pedisse demissão (abrindo espaço para a volta de Jesus à Lisboa), o jovem treinador teve um trabalho para lá de positivo no estádio da Luz. Em sua primeira temporada na equipe adulta, Lage foi campeão português e também revelou João Félix, que se tornou a maior venda da história do Benfica. Para quem deseja investir na base, ele pode ser um nome bem interessante.

JULIO COMESAÑA
Uruguaio
72 anos

Julio Comesaña - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O uruguaio não é tão festejado quanto os outros nomes da lista, mas conhece o futebol sul-americano como poucos. Ao longo de quase 30 anos de carreira, Comesaña já trabalhou em seu país-natal, no Paraguai, no Chile, na Argentina e na Colômbia. E seus melhores resultados vieram agora, já na maturidade. À frente do Atlético Júnior, o uruguaio conquistou três títulos nos últimos quatro anos e foi vice-campeão da Copa Sul-Americana de 2018. Ao deixar o comando da equipe colombiana, no mês passado, houve rumores de que ele estaria se aposentando. Mas seu filho rapidamente desmentiu a história e afirmou que Comesaña está em busca de novos desafios.