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Rafael Reis

Brasil volta a crescer na Champions e coloca 71 jogadores na fase de grupos

Thiago Silva vai disputar sua primeira Liga dos Campeões com a camisa do Chelsea - Chris Lee - Chelsea FC/Chelsea FC via Getty Images
Thiago Silva vai disputar sua primeira Liga dos Campeões com a camisa do Chelsea Imagem: Chris Lee - Chelsea FC/Chelsea FC via Getty Images
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

20/10/2020 04h00

A fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, o principal torneio interclubes do planeta, tem início hoje com um crescimento na participação brasileira.

No total, 71 jogadores aptos a defender a única seleção pentacampeão mundial de futebol foram inscritos na etapa principal da Champions, seis a mais do que na temporada passada. Desde 2016, esse número não era tão alto.

A marca tupiniquim na competição continental poderia ser ainda mais elevada. Mas nove atletas nascidos no Brasil ou filho de brasileiros que estão na disputa pelo título europeu resolveram defender outras nações. Por isso, foram desconsiderados na conta.

Chelsea e Shakhtar Donetsk têm dois deles, cada. Os ingleses contam com o lateral esquerdo Emerson Palmieri e com o volante Jorginho, hoje italianos perante o mundo do futebol. Já os ucranianos naturalizaram o meia-atacante Marlos e o centroavante Júnior Moraes para enriquecer sua seleção.

Como vem acontecendo quase que anualmente já há pelo menos uma década, o Shakhtar é novamente a equipe mais brasileira da Champions. Além da dupla que se tornou ucraniana, são mais 11 jogadores nascidos na terra de Pelé, Romário e Neymar no elenco laranja.

Aliás, não é muito fácil encontrar um time nesta Liga dos Campeões que não se aproveite de jogadores nascido no "país do futebol". Dos 32 clubes da fase de grupos, 28 importaram pelo menos um talento canarinho. Borussia Mönchengladbach, Brugge, Inter de Milão e RB Leizpig são as únicas exceções.

E essa busca expressiva por jogadores brasileiros não é à toa. A última vez que uma equipe levantou a cobiçada Orelhuda sem utilizar sequer um atleta do país foi 15 anos atrás, com o Liverpool.

Na temporada passada, quem engrossou a lista foi de campeões foi Philippe Coutinho. Após conquistar o título do Bayern de Munique, o meio-campista foi devolvido ao Barcelona, dono dos seus direitos econômicos.

Mas o camisa 14 dos catalães não é o único brasileiro famoso que mudou de endereço nesta Champions. O zagueiro Thiago Silva (Chelsea), o lateral esquerdo Alex Telles (Manchester United) e os meias Arthur (Juventus) e Rafinha (Paris Saint-Germain) também estão vestindo novas camisas nesta temporada.

Há ainda uma série de estreantes em Liga dos Campeões que desembarcaram há pouco na Europa, casos de Antony (Ajax), Matheus Fernandes (Barcelona), Luis Henrique (Olympique de Marselha), Evanílson (Porto) e Reinier (Borussia Dortmund).

Devido ao atraso do calendário da temporada passada em virtude da pandemia de coronavírus (Covid-19), a nova edição da Champions está começando cerca de um mês mais tarde que o habitual e terá um calendário bastante espremido na fase de grupos.

Mesmo assim, as 16 equipes classificadas para os playoffs decisivo da competição serão conhecidas em dezembro, como acontece anualmente. A decisão também está prevista para uma data "normal", 29 de maio, e será jogada no estádio Olímpico Atatürk, em Istambul (Turquia), originalmente a sede da final de 2019/20.