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Rafael Reis

Por onde andam 7 ex-Fluminense que estão "escondidos" no exterior?

Henrique já foi capitão do Fluminense e hoje está no Belenenses, de Portugal - Lucas Merçon/Fluminense
Henrique já foi capitão do Fluminense e hoje está no Belenenses, de Portugal Imagem: Lucas Merçon/Fluminense
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

13/10/2020 04h20

O que aconteceu com aquele jogador que vestiu a camisa do seu time de coração, talvez até tenha conquistado algum título por lá, aceitou uma proposta para jogar no exterior e simplesmente desapareceu do radar da imprensa brasileira?

É bem provável que ele esteja "escondido" em algum cantinho do mundo que não sejam os principais campeonatos nacionais da Europa (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão ou Francês) e nem tenha o prazer de disputar a Liga dos Campeões.

Desde agosto e durante 13 semanas, o "Blog do Rafael Reis" está mergulhando na caça desses atletas para apresentar a vocês, leitores, os paradeiros de alguns deles.

Neste sétimo episódio, mostramos hoje o que andam fazendo da vida sete jogadores que passaram recentemente pelo Fluminense e hoje estão "perdidos no mundo"... Ou melhor, estavam, já que encontramos todos eles.

HENRIQUE
Zagueiro
33 anos
Belenenses (POR)

Parte do elenco da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo-2014, o zagueiro que também jogou no Coritiba, no Palmeiras e no Corinthians vestiu a camisa do Fluminense durante duas temporadas (2016 e 2017) e conquistou um título da Primeira Liga e outro da Taça Guanabara. Depois de um ano atuando nos Emirados Árabes, Henrique assinou no mês passado com o Belenenses, clube que até já ganhou o Campeonato Português (lá na década de 1940), mas que hoje se contenta em permanecer na primeira divisão do país -escapou por pouco do rebaixamento na temporada passada.

YONY GONZÁLEZ
Atacante
26 anos
Los Angeles Galaxy (EUA)

Yony González - LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C. - LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
Imagem: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

O velocista colombiano teve uma passagem bem positiva pelo Flu no ano passado e foi um dos destaques da passagem de Fernando Diniz pelo clube. Depois da saída do hoje treinador do São Paulo, Speedy perdeu um pouco de desempenho, mas ainda é lembrado com carinho pelo torcedor tricolor. Atualmente, Yony González tem contrato com o Benfica. Mas, como não faz parte dos planos do técnico Jorge Jesus, está emprestado ao Los Angeles Galaxy. Nos Estados Unidos, tem deixado a desejar. Participou apenas dos minutos finais de duas partidas e foi derrotado em ambas (2 a 1 contra o San Jose Earthquakes e 6 a 3 ante o Portland Timbers).

AYRTON LUCAS
Lateral esquerdo
23 anos
Spartak Moscou (RUS)

Ayrton Lucas - Thiago Ribeiro/AGIF - Thiago Ribeiro/AGIF
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Formado na base tricolor, precisou ser emprestado a Madureira e Londrina para ganhar experiência antes de assumir a lateral esquerda do Fluminense e começar a entregar aquilo que se esperava dele. Ayrton Lucas foi titular do time durante toda a temporada de 2018 e rapidamente atraiu a atenção de equipes da Europa. Por 7 milhões de euros (R$ 45,6 milhões), foi negociado no começo do ano passado com o Spartak Moscou, um dos clubes mais poderosos da Rússia. Titular no país-sede da última Copa do Mundo, ele é forte candidato a disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio-2021 com a seleção sub-23 do Brasil.

SAMUEL
Atacante
29 anos
Al-Nasr (EAU)

Samuel (Fluminense) - Dhavid Normando/Photocamera - Dhavid Normando/Photocamera
Imagem: Dhavid Normando/Photocamera

Integrante do elenco que ajudou o Fluminense a ser campeão brasileiro em 2012, passou os últimos quatro anos do seu contrato com o time carioca acumulando um empréstimo atrás do outro e chegou a jogar até nos Estados Unidos. Samuel mudou-se para a Ásia em 2016 e, desde então, já defendeu quatro equipes: três delas nos Emirados Árabes (Hatta, Al-Nasr e Fujarah) e uma na Coreia do Sul (Jeonbunk Hyundai), para onde esteve emprestado no ano passado. Atualmente, vive em Dubai e cumpre a última temporada do seu vínculo com o Al-Nasr.

ALEJANDRO MARTINUCCIO
Meia-atacante
32 anos
Boston River (URU)

Martinuccio (Fluminense) - Photocamera - Photocamera
Imagem: Photocamera

Destaque do Peñarol no começo da década, foi o pivô de uma briga judicial entre Palmeiras e Fluminense pela sua contratação. A equipe carioca levou a melhor e ficou com o jogador, mas não teve muitos motivos para comemorar. Martinuccio foi uma enorme decepção nas Laranjeiras, disputou apenas 15 partidas oficiais com a camisa tricolor e permaneceu a maior parte do tempo do seu contrato emprestado a outras equipes. Depois de encarar a terceira divisão da Espanha na temporada passada, o argentino voltou a uma competição de elite neste ano... mas não se sabe por quanto tempo. Afinal, o Boston River, time treinado por Loco Abreu, ocupa a lanterna do Campeonato Uruguaio.

RHAYNER
Meia-atacante
30 anos
Sanfrecce Hiroshima (JAP)

Rhayner (Fluminense) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Um daqueles típicos jogadores de velocidade que atuam pelos lados do campo, teve uma passagem de bastante barulho pelo Fluminense em 2013. Parte da torcida adorava o jogador pela aceleração que dava ao time e também pela dedicação que demonstrava em campo. Só que outros tantos torcedores pegavam pesado no pé de Rhayner pela dificuldade de colocar a bola dentro das redes. Atualmente, o meia-atacante está em sua segunda passagem pelo futebol japonês. Depois de defender o Kawasaki Frontale em 2017, joga desde o ano passado pelo Sanfrecce Hiroshima. Em 2020, já disputou 20 partidas oficiais, mas ainda não fez nenhum golzinho.

FABIÁN MONZÓN
Lateral esquerdo
33 anos
Atlético Tucumán (ARG)

Fabián Monzón (Fluminense) - Bruno Turano/Photocamera - Bruno Turano/Photocamera
Imagem: Bruno Turano/Photocamera

O lateral desembarcou nas Laranjeiras no começo de 2013 com status de reforço de peso. Afinal, Monzón já havia tido passagens por Boca Juniors, Betis, Lyon, Nice e pela seleção argentina. Só que as coisas no Fluminense não foram tão bem assim. Monzón pouco jogou no Brasil e voltou para a Europa apenas seis meses depois de sua chegada ao país. Em uma carreira cheia de oscilações, chegou a ficar um ano desempregado antes de assinar com o Atlético Tucumán, em 2019. Neste ano, chegou a disputar as fases preliminares da Libertadores, mas perdeu para o Independente Medellín antes de chegar à etapa de grupos.