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Rafael Reis

Com pandemia, janela de transferências encolhe 40% e é a menor desde 2015

Cavani foi de graça para o Manchester United; transferência é símbolo desta edição do Mercado da Bola - Divulgação
Cavani foi de graça para o Manchester United; transferência é símbolo desta edição do Mercado da Bola Imagem: Divulgação
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

06/10/2020 09h21

Impactada pela pandemia do coronavírus (Covid-19), que provocou pesadas perdas econômicas aos clubes de futebol do mundo inteiro, a janela de transferências da temporada 2020/21 encolheu 40% e foi a menor dos últimos seis anos.

De acordo com o site Transfermarkt, especializado na cobertura das compras e vendas de jogadores, esta edição do Mercado da Bola global movimentou até ontem, data de fechamento das transações nas principais ligas da Europa, "apenas" 4,1 bilhões de euros (R$ 26,9 bilhões).

Esse valor representa uma queda brusca em relação aos 7 bilhões de euros (R$ 46 bilhões, na cotação atual) que foram investidos em transferências futebolísticas entre junho e agosto do ano passado. A janela do verão europeu de 2019 bateu todos os recordes e é a maior da história.

A última vez que um Mercado da Bola de meio de ano havia registrado números tão modestos havia sido na temporada havia sido na temporada 2014/15, quando ele moveu 3,3 bilhões de euros (R$ 21,7 bilhões).

Desde então, houve uma escalada nos preços dos jogadores e os recordes de maior janela de todos os tempos foram sendo batidos anualmente... até que chegou o coronavírus, os campeonatos foram paralisados por vários meses, os estádios tiveram que ser fechados para a presença de torcedores e os cofres dos times secaram.

A transferência mais cara do planeta nesta janela, a ida do meia-atacante alemão Kai Havertz (ex-Bayer Leverkusen) para o Chelsea, custou 80 milhões de euros (R$ 525,6 milhões). No ano passado, com esse valor, ela apareceria apenas na sexta colocação do ranking.

Desde 2016, todos os anos registravam pelo menos uma transação na casa dos 100 milhões de euros (R$ 657 milhões). Desta vez, o único negócio que ameaçou chegar a esse patamar (a compra de Jadon Sancho pelo Manchester United) não saiu justamente por causa do preço elevado pedido pelo Borussia Dortmund.

Como vem acontecendo seguidamente nos últimos anos, a Premier League inglesa foi novamente o campeonato nacional que mais gastou na chegada de reforços. Mas ela também teve uma queda pesada no nível de investimento: de 1,56 bilhão de euros (R$ 10,2 bilhões) em 2019 para 1,35 bilhão de euros (R$ 8,9 bilhões) nesta temporada.

A Inglaterra, aliás, ainda continua com a janela de transferências aberta, mas apenas para transações entre dois clubes do mesmo país, o que não costuma resultar em negócios muito caros. Rússia, Qatar e Estados Unidos são algumas outras nações que permitem o registro de novos jogadores por mais algumas semanas.

Últimas janelas de transferências (meio de ano)

2020/21 - 4,1 bilhões de euros
2019/20 - 7 bilhões de euros
2018/19 - 5,9 bilhões de euros
2017/18 - 5,7 bilhões de euros
2016/17 - 4,6 bilhões de euros
2015/16 - 4,2 bilhões de euros

2014/15 - 3,3 bilhões de euros

Os 10 reforços mais caros da janela

1 - Kai Havertz (ALE, Chelsea) - 80 milhões de euros
2 - Arthur (BRA, Juventus) - 72 milhões de euros
3 - Victor Osimhen (NIG, Napoli) - 70 milhões de euros
4 - Rúben Dias (POR, Manchester City) - 68 milhões de euros
5 - Miralem Pjanic (BOS, Barcelona) - 60 milhões de euros
6 - Álvaro Morata (ESP, Atlético de Madri) - 56 milhões de euros
7 - Timo Werner (ALE, Chelsea) - 53 milhões de euros
8 - Ben Chilwell (ING, Chelsea) - 50,2 milhões
9 - Mauro Icardi (ARG, Paris Saint-Germain) - 50 milhões de euros
Thomas Partey (GAN, Arsenal) - 50 milhões de euros

Os 10 brasileiros mais caros

1 - Arthur (Juventus) - 72 milhões de euros
2 - Gabriel Magalhães (Arsenal) - 26 milhões de euros
3 - Allan (Everton) - 25 milhões de euros
4 - Everton Cebolinha (Benfica) - 20 milhões de euros
Lucas Paquetá (Lyon) - 20 milhões de euros
Wendel (Zenit São Petersburgo) - 20 milhões de euros
7 - Pedrinho (Benfica) - 18 milhões de euros
8 - Raphinha (Leeds United) - 17 milhões de euros
9 - Antony (Ajax) - 15,8 milhões de euros
10 - Alex Telles (Manchester United) - 15 milhões de euros

Os 10 clubes que mais gastaram

1 - Chelsea (ING) - 247,2 milhões de euros
2 - Manchester City (ING) - 156,8 milhões de euros
3 - Barcelona (ESP) - 124 milhões de euros
4 - Juventus (ITA) - 110,2 milhões de euros
5 - Leeds United (ING) - 105,2 milhões de euros
6 - Benfica (POR) - 98,5 milhões de euros
7 - Tottenham (ING) - 95,4 milhões de euros
8 - Inter de Milão (ITA) - 97 milhões de euros
9 - Atlético de Madri (ESP) - 90 milhões de euros
10- Liverpool (ING) - 86 milhões de euros

Os 10 clubes que mais venderam

1 - Barcelona (ESP) - 126,5 milhões de euros
2 - Napoli (ITA) - 114,7 milhões de euros
3 - Ajax (HOL) - 101 milhões de euros
4 - Lille (FRA) - 99 milhões de euros
5 - Juventus (ITA) - 96,5 milhões de euros
6 - Bayer Leverkusen (ALE) - 95,5 milhões de euros
7 - Inter de Milão (ITA) - 83,7 milhões de euros
8 - Wolverhampton (ING) - 79,2 milhões de euros
9 - Benfica (POR) - 76,4 milhões de euros
10 - Chelsea (ING) - 74 milhões de euros

Os 10 campeonatos que mais gastaram

1 - Campeonato Inglês - 1,35 bilhão de euros
2 - Campeonato Italiano - 762,7 milhões de euros
3 - Campeonato Francês - 433,5 milhões de euros
4 - Campeonato Espanhol - 410,5 milhões de euros
5 - Campeonato Alemão - 321,4 milhões de euros
6 - Campeonato Português - 145,6 milhões de euros
7 - Campeonato Russo - 107,2 milhões de euros
8 - Campeonato Inglês (2ª divisão) - 91,5 milhões de euros
9 - Campeonato Holandês - 74 milhões de euros
10 - Campeonato Belga - 61,5 milhões de euros

Fonte: Transfermarkt