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Rafael Reis

Por onde andam os atletas do PSG semifinalista da Champions 25 anos atrás?

Jogadores do Paris Saint-Germain, que foi semifinalista da Champions em 1994/95 - Reprodução
Jogadores do Paris Saint-Germain, que foi semifinalista da Champions em 1994/95 Imagem: Reprodução
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

17/08/2020 04h00

Semifinalista da Liga dos Campeões depois de 25 anos, o Paris Saint-Germain só precisa vencer mais duas partidas para conquistar pela primeira vez o título que tanto deseja e se consagrar como o melhor time da Europa.

Mas, mesmo que não derrote o RB Leipzig, amanhã, em Lisboa, e pare na semifinal, a equipe de Neymar, Kylian Mbappé e Ángel di María já terá igualado a melhor campanha do clube na história do torneio interclubes mais badalado do planeta.

Em 1994/95, o PSG, que ainda não tinha investimento do Qatar e estava longe de ser um dos clubes mais ricos do Velho Continente, fez uma Champions inesquecível.

Passou por Bayern de Munique, Spartak Moscou e Dínamo de Kiev na fase de grupos, deixou o Barcelona para trás nas quartas e acabou eliminado pelo Milan na hora de lutar por vaga na decisão (derrota por 3 a 0, na soma dos 180 minutos).

Depois de algumas semanas de férias, a seção "Por Onde Andam?" retorna ao "Blog do Rafael Reis" para mostrar quem eram os jogadores desse PSG semifinalista da Champions e o que eles andam fazendo da vida atualmente.

POR ONDE ANDAM - PSG 1994/95

Bernard Lama (57 anos) - Único jogador do PSG semifinalista da Champions que fez parte do elenco da França campeã mundial em 1998 (era reserva de Fabien Barthez), o ex-goleiro teve uma rápida experiência como treinador da seleção do Quênia em 2006 (durou apenas três meses no cargo). Nos últimos anos, Lama vem se dedicando à luta pela igualdade racial e tem participado de eventos de combate ao racismo (dentro e fora dos gramados) em todos os cantos do planeta.

José Cobos (52 anos) - Lateral esquerdo de origem, foi um defensor bastante polivalente, que também quebrava o galho como zagueiro e na lateral direita. O PSG, time que defendeu entre 1993 e 1996, foi o auge de sua carreira, que também incluiu passagens por Strasbourg, Espanyol, Toulouse e Nice. No último clube, onde se aposentou, também trabalhou como assistente-técnico durante duas temporadas. Em 2009, chegou a ser diretor de futebol do Monaco, mas caiu depois de apenas dois meses no cargo.

Ricardo Gomes (55 anos) - O ex-zagueiro passou quatro temporadas na França, disputou mais de 160 partidas pelo PSG e usou a braçadeira de capitão em Paris. Mesmo tendo sido apontado como responsável direto pela eliminação na semifinal da Champions, Ricardo Gomes não se queimou no clube. E a maior prova disso é que foi lá que ele começou sua carreira de treinador, em 1996. Nos últimos 25 anos, o brasileiro vem se alternando entre o banco de reservas e a carreira de dirigente. Seu trabalho mais recente foi como gerente-geral do Bordeaux, entre setembro de 2018 e fevereiro do ano passado.

Alain Roche (52 anos) - Companheiro de zaga de Ricardo Gomes no time semifinalista da Champions, o ex-defensor fez parte do elenco da seleção francesa que disputou a Euro-1996 e nunca mais foi convocado depois da competição. Depois da aposentadoria, Roche foi chefe do departamento de prospecção de jogadores do PSG durante seis anos (de 2006 a 2012). Na semana passada, voltou aos holofotes ao ser contratado pelo Bordeaux como novo diretor esportivo.

Patrick Colleter (54 anos) - Apesar de nunca ter defendido a seleção francesa, o ex-lateral esquerdo disputou mais de 150 partidas pelo PSG, atuou pelo Olympique de Marselha e até teve uma experiência no futebol inglês (Southampton). Bastante próximo de Ricardo Gomes, atuou como auxiliar do brasileiro no Monaco e no Al-Nassr, da Arábia Saudita. Desde 2018, integra a comissão técnica fixa do Bordeaux. Nesta temporada, será assistente de Jean-Louis Gasset.

Paul Le Guen (56 anos) - O ex-volante está no pódio dos jogadores que mais atuam pelo clube da capital francesa. Com 344 atuações, Le Guen só jogou menos que Jean-Marc Pilorget (435 partidas) e Sylvain Armand (380) no PSG. Aposentado desde 1998, virou um dos técnicos mais importantes do futebol francês neste século. À frente do Lyon, foi tricampeão da Ligue 1 entre 2003 e 2005. Já com o PSG, venceu a Copa da Liga de 2008. Le Guen também dirigiu a seleção de Camarões na Copa do Mundo-2010. Nesta temporada, falhou na tentativa de devolver o Le Havre à primeira divisão.

Daniel Bravo (57 anos) - Um dos jogadores mais experientes do PSG de 1994/95, Bravo jogou com Michel Platini e foi campeão da Euro-1984 com a seleção francesa. Sua passagem pela capital francesa durou sete temporadas e mais de 200 partidas. Bravo só se aposentou em 2000, pelo Nice, quando já tinha 37 anos. Depois, construiu uma sólida e já longa carreira como comentarista de futebol na televisão.

Vincent Guérin (54 anos) - Apesar de ser pouco conhecido no Brasil, o meio-campista foi eleito o melhor jogador do Campeonato Francês em 1995 e fez parte do elenco dos Bleus que disputaram a Euro no ano seguinte. Guérin atuou no PSG até 1998 e se aposentou uma temporada depois de deixar o clube. Depois da aposentadoria, retornou à capital francesa para trabalhar nas categorias de base do time onde viveu os melhores dias de sua carreira.

Raí (55 anos) - O camisa 10 do tetracampeonato mundial conquistado pela seleção brasileira em 1994 é um dos jogadores mais importantes da história pré-Qatar do PSG e até hoje é idolatrado na França. Aposentado desde 2000, Raí vem desenvolvendo há décadas projetos beneficentes voltados para a educação de crianças e adolescentes carentes (Fundação Gol de Letra). Desde o fim de 2017, o ex-meia faz parte da diretoria do São Paulo. Atualmente, ele é executivo de futebol do clube.

David Ginola (53 anos) - Bastante lembrado por sua passagem pelo Campeonato Inglês, onde defendeu Newcastle, Tottenham, Aston Villa e Everton, Ginola foi uma das estrelas do PSG entre 1992 e 1995 e só partiu para a Premier League depois de ser semifinalista na Champions. Mesmo depois da aposentadoria, ele continua ligado ao futebol inglês. O ex-meia-atacante construiu uma carreira de apresentador e comentarista de programas esportivos sobre a Premier League na TV. Em 2015, chegou a lançar uma pré-candidatura à presidência da Fifa, mas desistiu de participar da eleição depois de não conseguir apoio das cinco federações nacionais necessárias para registrar chapa.

George Weah (53 anos) - Principal jogador da equipe francesa na época, marcou sete gols durante a campanha e acabou sendo o artilheiro da Liga dos Campeões. Depois da competição, foi negociado com o Milan e, no fim do ano, acabou eleito o melhor jogador do planeta. Weah passou a carreira inteira tentando levar a Libéria, seu país de origem, para a Copa do Mundo, mas não conseguiu cumprir esse objetivo. Após a aposentadoria, entrou para a vida política. Em 2018, após três anos como senador, assumiu a presidência da nação africana. Seu mandato vai até janeiro de 2024.

Valdo (56 anos) - Destaque do Grêmio em meados dos anos 1980, disputou a Copa do Mundo de 1990 pelo Brasil e, no ano seguinte, trocou o Benfica pelo PSG. Valdo atuou na França durante quatro temporadas e retornou a Portugal depois da semifinal da Liga dos Campeões. Após pendurar as chuteiras aos 40 anos, pelo Botafogo, em 2004, Valdo vem trabalhando esporadicamente como treinador. Desde 2017, está na África. Primeiro, atuou como técnico da base da seleção do Congo. No ano seguinte, assumiu o comando do time adulto.

Luis Fernández (60 anos) - Até a última quinta-feira, era o técnico mais jovem a dirigir um time na semifinal da Champions. Agora destonado pelo alemão Julian Nagelsmann (33 anos), do RB Leipzig, Fernández tinha 35 anos em 1995 e estava em seu segundo trabalho como treinador (já havia dirigido o Cannes). Apesar de ter passado por times como Athletic Bilbao, Betis e Espanyol, nunca mais chegou perto de repetir as proezas que conseguiu em Paris. Seu trabalho mais recente, como coordenador de observação de novos jogadores do PSG, terminou em 2018.