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Para ter Jorge Jesus, Benfica promete investir R$ 600 milhões em reforços

Técnico português Jorge Jesus é prioridade do Benfica para a próxima temporada - AFP
Técnico português Jorge Jesus é prioridade do Benfica para a próxima temporada Imagem: AFP
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

13/07/2020 04h00

Para convencer o técnico Jorge Jesus a deixar o Flamengo e levá-lo de volta para Portugal na próxima temporada, o Benfica promete driblar a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-2019) e gastar como nunca na janela de transferências.

De acordo com o jornal luso "Record", o presidente Luís Filipe Vieira disponibilizou um orçamento de mais de 100 milhões de euros (R$ 603 milhões) apenas para a contratação de novos jogadores e a montagem do elenco para 2020/21.

Caso a promessa realmente se concretize, esse será, com folga, o maior investimento da história do clube português na chegada de reforços. O recorde atual é desta temporada, quando foram gastos 63,5 milhões de euros (R$ 383 milhões).

Para a próxima edição do Campeonato Português, o Benfica já comprometeu 20 milhões de euros (R$ 120,6 milhões), valor da compra dos direitos econômicas do meia-atacante brasileiro Pedrinho, ex-Corinthians.

De acordo com diferentes jornais do país-natal do treinador do Flamengo, boa do restante do orçamento para reforços também seria investida em jogadores oriundos do Brasil. Pelo menos três atletas do time carioca (o zagueiro Léo Pereira, o meia Gerson e o atacante Bruno Henrique) fariam parte dessa lista de compras.

Além deles, o goleiro Helton Leite, que já defendeu o Botafogo e vem se destacando do outro lado do Oceano Atlântico com a camisa do Boavista, também vem sendo apontado como um possível reforço para a equipe de Lisboa.

A ambição do Benfica no Mercado da Bola não é à toa. Quando procurou Jesus e conversou sobre a possibilidade de repatriá-lo, Vieira ouviu do treinador que só consideraria essa possibilidade se tivesse em mãos um time capaz de ser competitivo na Liga dos Campeões da Europa.

Esse projeto de crescimento continental é possível porque o clube está com as finanças em dia e ainda não gastou boa parte dos 126 milhões de euros (R$ 760 milhões, na cotação atual) arrecadados com a venda de João Félix para o Atlético de Madri, no ano passado, a mais alta da história do futebol português.

É só por isso que a equipe encarnada tem condições de ir à busca de reforços com tanta sede, mesmo em um momento de pesada retração no Mercado da Bola global em virtude dos efeitos econômicos provocados pela pandemia.

Três vezes campeão português durante sua primeira passagem pelo Benfica, entre 2009 e 2015, Jesus é a primeira opção do clube lisboeta para substituir o técnico Bruno Lage, demitido no fim do mês passado.

O time dos brasileiros Jardel, Gabriel e Carlos Vinícius "entrou em parafuso" depois da pandemia e só venceu dois dos oito jogos que disputou desde a retomada do futebol na terra de Cristiano Ronaldo.

Além da queda do treinador, a sequência de resultados ruins praticamente lhe tirou da briga pelo título português. Faltando três rodadas para o fim da competição, o Benfica, vice-líder, tem uma desvantagem de oito pontos em relação ao Porto (76 a 68), que está com a mão na taça.

À frente do Flamengo desde junho do ano passado, Jesus vem revolucionando o futebol brasileiro e acumulando um título atrás do outro. Desde que desembarcou no país, já ganhou Campeonato Brasileiro, Libertadores, Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana e Taça Guanabara.

O time rubro-negro iniciou ontem a disputa da decisão do Estadual do Rio. No primeiro jogo da final, derrotou o Fluminense por 2 a 1. A segunda partida está marcada para quarta-feira, às 21h, no Maracanã, e será transmitida pelo SBT.