PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Rafael Reis


Por onde andam mais 7 brasileiros que defenderam seleções estrangeiras?

Marcos Senna foi campeão europeu com a Espanha em 2008 - Reprodução
Marcos Senna foi campeão europeu com a Espanha em 2008 Imagem: Reprodução
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

05/06/2020 04h20

Defender a seleção é o desejo de qualquer jogador profissional de futebol. Mas há alguns que acabam realizando esse sonho em país diferentes daquele onde nasceram e deram seus primeiros chutes na bola. Com os brasileiros, não é diferente.

Só na história das Copas do Mundo, 25 atletas originários no único país pentacampeão mundial da modalidade disputaram a competição vestindo outras camisas.

E há ainda outros tantos que atuaram por seleções estrangeiras em competições continentais, amistosos e torneios de base.

Desde a semana passada, o "Blog do Rafael Reis" está relembrando alguns desses nomes e mostrando o que cada um deles anda fazendo atualmente. Hoje, é dia de descobrir os paradeiros de mais sete brasileiros que ganharam outras cidadanias no mundo da bola.

MARCOS SENNA
Ex-volante
43 anos
Espanha

Apesar de ter defendido o Corinthians e ter jogado no São Caetano durante o auge do clube do ABC, o ex-volante não alcançou no Brasil nem uma pequena parte do sucesso que fez lá na Espanha. Durante nove temporadas, Marcos Senna foi um dos protagonistas do Villarreal, o que lhe rendeu a convocação para a Copa do Mundo de 2006 e o título da Eurocopa de 2008 vestindo a camisa da "Roja". Aposentado desde 2015, o ex-jogador continua trabalhando no clube onde viveu os melhores momentos de sua carreira e tem um cargo no setor de relações institucionais do "Submarino Amarelo".

LIEDSON
Ex-atacante
42 anos
Portugal

Liedson (Portugal) - Jamie McDonald/Getty Images - Jamie McDonald/Getty Images
Imagem: Jamie McDonald/Getty Images

Ex-Flamengo e Corinthians, Liedson fez tanto sucesso com a camisa do Sporting, clube que defendeu durante oito temporadas, de 2003 a 2011, que acabou assumindo a cidadania portuguesa e disputando a Copa do Mundo de 2010 ao lado de Cristiano Ronaldo. Após a passagem de sucesso por Lisboa, o ex-atacante ainda voltou a jogar no Brasil, onde vive no pós-carreira. Nos últimos anos, Liedson tem sido vítima de notícias falsas que alegam que ele está morto. Todas elas têm sido desmentidas, vida redes sociais, pelo próprio ex-jogador.

KEVIN KURANYI
Ex-atacante
38 anos
Alemanha

Kuranyi (Alemanha) - Reuters - Reuters
Imagem: Reuters

Filho de pai alemão e mãe panamenha, nasceu no Rio de Janeiro, é torcedor declarado do Flamengo e passou a infância e o começo da adolescência vivendo em uma espécie de ponte aérea Brasil-Panamá. Aos 15 anos, mudou-se para a Alemanha, onde tornou-se jogador profissional de futebol e centroavante da seleção germânica em duas edições da Eurocopa (2004 e 2008). Devido a desavenças com o técnico Joachim Löw, deixou de ser convocado há 12 anos, mas ainda atuou profissionalmente até 2016. Hoje, é empresário de jogadores na Alemanha e, recentemente, foi cotado para assumir um cargo na diretoria do Hertha Berlim.

ANGELO SORMANI
Ex-atacante
80 anos
Itália

Sormani (milan) - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Companheiro de Pelé no Santos no fim da década de 1950, foi vendido para o Mantova em 1961 e nunca mais voltou da Itália. Sormani defendeu Roma, Napoli, Fiorentina e foi campeão europeu pelo Milan. Com a seleção italiana, disputou a Copa de 1962, mas passou em branco. Após a aposentadoria, teve uma carreira bem interessante nos bancos de reservas. Durante os anos 1980, treinou Napoli e Roma. Depois, trabalhou por mais uma temporada como gerente de futebol do clube da capital. Seu filho Adolfo também foi jogador profissional, atuou no Parma, passou pelas seleções italianas de base e hoje é técnico na Albânia.

ALEX SANTOS
Ex-meia
42 anos
Japão

Alex Santos (Japão) - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

Eleito o melhor jogador do Campeonato Japonês em 1999, o ex-lateral esquerdo e meia fez praticamente toda sua carreira no Oriente. Alex Santos foi descoberto pelos nipônicos quando tinha 16 anos e ganhou uma bolsa para estudar e jogar futebol por uma equipe colegial de lá. Disputou mais de 80 partidas pela seleção japonesa e esteve nos elencos das Copas do Mundo de 2002 e 2006. Já no fim da trajetória nos gramados, voltou ao Brasil para morar no Paraná, seu estado-natal. No ano passado, virou gerente das categorias de base do Maringá FC, hoje na segunda divisão local.

SINHA
Ex-meia
44 anos
México

Sinha (México) - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Potiguar de nascimento, o ex-jogador começou a carreira no América (RN) e se mudou para o México quando tinha 22 anos. Após várias temporadas se destacando no futebol local, ganhou uma nova cidadania e, em 2004, foi convocado pela primeira vez para a seleção. Dois anos depois, disputou a Copa do Mundo e até fez gol no confronto contra o Irã. Mesmo depois de pendurar as chuteiras, Sinha continua vivendo no México e hoje é diretor do Toluca, clube que defendeu durante a maior parte da carreira.

FRANCILEUDO SANTOS
Ex-atacante
41 anos
Tunísia

Francileudo (Tunísia) - AFP - AFP
Imagem: AFP

Ver jogadores nascidos no Brasil defendendo seleções europeias ou asiáticas não é tão raro. No entanto, o mesmo não se pode dizer de equipes africanas. Por isso, o caso de Francileudo Santos chama tanta atenção. O atacante maranhaense foi campeão da Copa Africana de Nações de 2004 e disputou a Copa do Mundo de 2006 pela Tunísia. O curioso é que ele nem passou a maior parte da carreira na África. De 2000 a 2010, Francileudo jogou na Europa (quase que exclusivamente na França). Sua relação com a Tunísia se resume a duas passagens pelo Étoile du Sahel: a primeira, de muito sucesso, entre 1998 e 2000, e a segunda, já no fim da carreira, de 2010 a 2013. Depois, ele ainda atuou profissionalmente em divisões menores da França e da Suíça, onde se aposentou, quatro anos atrás.

Rafael Reis