PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Rafael Reis


Felipão já comandou sete melhores do mundo, mais que qualquer outro técnico

Luiz Felipe Scolari conversa com Cristiano Ronaldo durante passagem pela seleção portuguesa - Getty Images
Luiz Felipe Scolari conversa com Cristiano Ronaldo durante passagem pela seleção portuguesa Imagem: Getty Images
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

16/05/2020 04h00

Ronaldo, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Luís Figo e Cristiano Ronaldo têm duas coisas em comum. A primeira é que, em algum momento da carreira, ganharam o prêmio de melhor jogador do mundo. E a segunda é que trabalharam com Luiz Felipe Scolari.

O veterano brasileiro de 71 anos, desempregado desde que deixou o comando do Palmeiras no segundo semestre do ano passado, é o treinador que mais dirigiu vencedores da eleição da Fifa em toda a história.

Passaram pelas mãos do técnico gaúcho nada menos que sete dos 15 atletas agraciados com a premiação da entidade, instituída em 1991 para fazer frente à Bola de Ouro, da "France Football", que na época só consagrava europeus.

Com Ronaldo (1996, 1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho Gaúcho (2004 e 2005) e Kaká (2007), Felipão viveu o momento mais alto da sua trajetória no banco de reservas: a conquista do pentacampeonato mundial, com o Brasil, em 2002.

Kaká, aliás, foi convocado pela primeira vez para a seleção justamente por Scolari. Assim como Ronaldinho, o ex-jogador de São Paulo, Real Madrid e Milan também chegou a fazer parte da segunda passagem do treinador pela equipe canarinho —disputou dois amistosos em 2013, enquanto o ex-camisa 10 do Barcelona atuou três vezes no mesmo ano.

Romário também encontrou o treinador na seleção. Mas a parceria entre eles durou somente um jogo: a derrota por 1 a 0 para o Uruguai, em 2001, pelas eliminatórias da Copa do Mundo do ano seguinte.

Essa foi a primeira partida de Felipão à frente do time da CBF e o último jogo oficial do Baixinho com a amarelinha. O técnico sofreu pressão da opinião pública para levar o atacante para o Mundial-2002, mas bancou a decisão de não convocá-lo.

Já Luís Figo (2001) e Cristiano Ronaldo (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) foram comandados pelo brasileiro em Portugal. Trabalhando juntos, eles foram vice-campeões da Eurocopa-2004 e semifinalistas da Copa-2006.

Scolari foi o treinador que abriu as portas para CR7 na seleção. Ele convocou pela primeira vez o pentacampeão do prêmio de melhor do mundo em agosto de 2003 e o dirigiu em 58 partidas, período em que o hoje astro da Juventus balançou as redes 21 vezes.

Curiosamente, dos sete melhores do mundo que Felipão dirigiu, apenas um foi dirigido por ele também em um clube. Quando foi para o Uzbequistão comandar o Bunyodkor, o técnico reencontrou Rivaldo. A parceira durou um ano e rendeu um título: o campeonato nacional de 2009.

O segundo treinador que mais comandou vencedores do prêmio da Fifa também é brasileiro. Arquirrival de Scolari no futebol nacional na década de 1990, Vanderlei Luxemburgo teve sob seu domínio seis campeões: Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Figo e Zinédine Zidane —os dois últimos apenas na passagem pelo Real Madrid.

Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e à paralisação de campeonatos de futebol por todo o planeta, a Fifa anunciou nesta semana que não será realizada nenhuma premiação de melhor mundo do planeta na atual temporada.

O atual vencedor do "The Best" é o argentino Lionel Messi. O craque do Barcelona também é o recordista de vitórias nas eleições organizadas pela Fifa e já levou o troféu para casa em seis oportunidades (2009, 2010, 2011, 2012, 2015 e 2019).

Rafael Reis