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Rafael Reis

As 5 maiores zebras da história da Libertadores

Goleiro da LDU comemora conquista da Libertadores após pênalti perdido pelo Fluminense - Antonio Scorza/AFP
Goleiro da LDU comemora conquista da Libertadores após pênalti perdido pelo Fluminense Imagem: Antonio Scorza/AFP
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

28/04/2020 04h00

Os resultados no futebol sul-americano são normalmente menos previsíveis que os do europeu. Mas, apesar dessa constatação, é óbvio que existe uma elite que domina a Libertadores, o principal torneio interclubes do continente.

O Independiente tem sete títulos. O Boca Juniors e o Peñarol, seis e cinco, respectivamente. River Plate e Estudiantes já levantaram quatro canecos cada. E o Brasil tem três tricampeões: São Paulo, Grêmio e Santos.

Por isso, nem todo resultado na Libertadores pode ser considerado "normal". De vez em quando, a competição é balançada por algum time que saiu do nada e terminou lá no alto do pódio.

Sim, as zebras também correm pelos gramados sul-americanos. Então, o "Blog do Rafael Reis" relembra abaixo os cinco campeões mais surpreendentes da história do torneio continental.

COLO COLO 1991

Colo Colo - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

No começo dos anos 1990, o Chile era algo como a sexta força do futebol sul-americano e estava atrás de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia. Por isso, ver o Colo Colo dando ao país seu primeiro (e até hoje único) título da Libertadores provocou tanto choque. Ainda mais que a taça foi conquistada em uma decisão contra o Olimpia, que já havia sido campeão no ano anterior e disputava sua terceira final consecutiva. A vitória do Colo Colo teve ainda um fato bem incomum. Na ocasião, o time chileno era dirigido por um europeu, o iugoslavo Mirko Jozic, que havia sido campeão mundial sub-20 quatro anos antes.

VÉLEZ SARSFIELD 1994

Velez Sarsfield - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

É difícil apontar um time argentino como zebra na Libertadores. Mas, em 1994, qualquer campeão que não fosse o São Paulo seria surpreendente. A equipe comandada por Telê Santana havia vencido as duas últimas edições do torneio sul-americano e também o Mundial Interclubes. Além disso, contava com jogadores que conquistaram, também em 1994, a Copa do Mundo com a seleção brasileira, como o goleiro Zetti e o lateral direito Cafu. Mas o Vélez, de Chilavert, Basualdo, Omar Asad e treinado por Carlos Bianchi, superou tudo isso. E, nos pênaltis, venceu sua única Libertadores.

ONCE CALDAS 2004

Once Caldas - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

O Boca Juniors havia vencido três das quatro finais anteriores da Libertadores, e era, com sobras, o time mais temido das Américas. O Once Caldas, por outro lado, não era nem das equipes mais poderosas da Colômbia. Mas, quando os dois se encontraram na decisão do torneio interclubes mais importante do futebol sul-americano, deu zebra. Depois de dois empates (0 a 0, em Buenos Aires, e 1 a 1, em Manizales), os colombianos venceram a disputa por pênaltis e colocaram o pouco expressivo nome do Once Caldas na galeria dos campeões da Libertadores.

LDU 2008

LDU - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O Equador sempre foi um dos patinhos feios do futebol sul-americano e não conquistou nenhum título da Libertadores nos primeiros 48 anos da competição. Por isso, a LDU sair do então quase cinquentenário torneio continental com a taça assombrou tanta gente. Em 2008, os equatorianos aproveitaram como nunca a altitude de Quito para alavancarem sua campanha. A LDU não perdeu nenhum dos sete jogos que disputou em casa. Foi lá no alto também que venceu o Fluminense por 4 a 2 no primeiro jogo da final, resultado que lhe permitiu perder por 3 a 1 no Maracanã e, mesmo assim, levar a decisão para os pênaltis (de onde saiu campeã).

SAN LORENZO 2014

San Lorenzo - Reuters - Reuters
Imagem: Reuters

É difícil imaginar que uma competição nascida lá na década de 1960 ainda consiga, depois de mais de 50 anos, reunir em uma decisão dois finalistas inéditos. Pois foi isso que aconteceu em 2014, quando o surpreendente San Lorenzo se sagrou campeão em cima de um Nacional (PAR) que era completamente inexpressivo no cenário continental. O sucesso da equipe argentina veio embalado por um choque de gestão que a tirou de um processo de quase falência e pela fama global que havia acabado de conquistar graças à ascensão do seu torcedor mais ilustre, o papa Francisco.