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Rafael Reis


De Super Pepino a bode: os 7 mascotes mais estranhos do futebol mundial

Super Pepino, mascote do Leganés, da primeira divisão espanhola - David S. Bustamante/Soccrates/Getty Images
Super Pepino, mascote do Leganés, da primeira divisão espanhola Imagem: David S. Bustamante/Soccrates/Getty Images
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

15/03/2020 04h00

São vários os elementos que formam a identidade de um clube de futebol: seus torcedores, os títulos conquistados, os jogadores e treinadores que por lá passaram, as cores do seu uniforme, o escudo e os apelidos que receberam.

Normalmente tratados como algo menor, os mascotes também fazem parte dessa conta. Eles ajudam a contar a história do clube e da comunidade para os novos torcedores e, quando bem trabalhados, viram importantes peças de marketing.

Mas em meio a tantos pássaros, leões, tigres, dragões e seres mitológicos que fazem essa função nos mais variados times de todos os cantos do mundo, há alguns mascotes que se destacam por serem um tanto quanto pitorescos.

O "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo sete mascotes do futebol mundial que chamam a atenção justamente por fugirem do óbvio. Eles até podem ser estranhos, mas é justamente por isso que fazem sucesso.

Super Pepino

A torcida do Leganés, time modesto da região metropolitana de Madri, fica toda eufórica quando vê um pepino gigante fantasiado de super-herói, com direito a capa, máscara e uma certa semelhança com o Dollynho, entrar no gramado do Estádio Municipal de Butarque. O Super Pepino é uma prova que a equipe está em alta. Criado lá atrás, como símbolo da tradição da cidade de ser a grande fornecedora do vegetal para a capital espanhola, o pepino que salva o dia ficou esquecido durante 15 anos e só voltou à cena em 2018, com a consolidação do time na primeira divisão - a equipe disputa a quarta temporada consecutiva na elite.

Hennes VIII

Hennes VIII - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

A cena se repete há 70 anos. Desde o começo da década de 1950, os jogos em casa do Colônia não começam antes de um bode passear pelo campo. Hennes VIII, o oitavo animal a ocupar o cargo de mascote do clube alemão, tem um cantinho reservado no gramado do RheinEnergieStadion, de onde ele costuma acompanhar as partidas. Quando o Colônia vai às redes, o serviço de som da arena trata de homenagear o mascote e solta um glorioso "bééééé". É lógico que, de vez em quando, Hennes dá trabalho. Ele já escapou da sua área VIP para comer a grama do campo ou para fazer suas necessidades e também já tratou de correr atrás dos jogadores.

Timber Joey

Timber Joey - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Quase todos os clubes têm como mascotes bonecos fofos que brincam com os torcedores ou mesmo animas vivos que são idolatrados pelos fãs do clube. Mas o Portland Timbers, que disputa a MLS (Major League Soccer), elite do futebol profissional nos Estados Unidos, é diferente. O mascote da franquia é um homem de carne e osso, o Timber Joey, que enlouquece a torcida carregando uma motosserra e cortando enormes toras de madeira à beira do gramado. Definitivamente, não é uma personagem ecologicamente correto.

Pé Quente

Pé Quente - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Esse é um mascote 100% brasileiro. Autointitulada "capital nacional do sapato", a cidade gaúcha de Novo Hamburgo tem um clube do mesmo nome, que resolveu homenagear a base da economia local na hora de criar um personagem para animar a torcida. O Pé Quente é nada menos uma sola de sapato velho gigante, que ganhou vida pelas mãos de um torcedor chamado Roberto Birk, conhecido como Geladeira, responsável pela criação do mascote e também por vestir a fantasia a cada jogo.

Baxter, the Bridie

Baxter - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

O Forfar Athletic é um clube semiprofissional, com 135 anos de história, nenhum título relevante e que está na zona de rebaixamento da segunda divisão do Campeonato Escocês. Se não fosse o "Baxter, the Bridie", sua existência provavelmente seria ignorada por quase todo mundo que não mora na Grã-Bretanha. Mas a esquisitice do seu mascote, um enorme pastel com olhos e o emblema do clube cravado no estômago (em algumas versões), fez até um blog do Brasil falar sobre esse pouco expressivo time.

Crusty

Crusty - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Ainda ficando no ramo alimentício, o Wigan, que andou passeando pela Premier League na última década e até ganhou a Copa da Inglaterra de 2013, aposta suas fichas em uma torta ambulante. O Crusty é criação de duas crianças (uma de oito e outra de nove anos) e foi adotado pelo clube como mascote no início desta temporada. Por enquanto, ele não tem dado muita sorte ao Wigan, que luta contra o rebaixamento na segundona da Inglaterra.

Palmerín

Palmerín - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O Betis, tradicional clube do futebol espanhol que até já disputou a Liga dos Campeões, aproveitou o verde do seu uniforme para criar um mascote que também serve como instrumento de educação ambiente. O Palmerín é uma árvore da família das palmeiras que acompanha o time em todos os cantos e faz sucesso especialmente com as crianças. Até por isso, existe até um livro infantil que tem o personagem como protagonista e que conta, a partir dele, os mais de 110 anos de história do Betis.

Rafael Reis