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Rafael Reis


Fla não é tão favorito assim na Libertadores; River está no mesmo patamar

Cena da final da Libertadores, decidida entre Flamengo e River Plate, os favoritos desta edição - Pilar Olivares/Reuters
Cena da final da Libertadores, decidida entre Flamengo e River Plate, os favoritos desta edição Imagem: Pilar Olivares/Reuters
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

04/03/2020 04h20

Classificação e Jogos

O torcedor do Flamengo tem todo o direito de estar empolgado. Desde o meio do ano passado, o clube carioca tem engolido seus adversários e empilhado um título atrás do outro. Já são cinco só nesses últimos meses: Campeonato Brasileiro, Libertadores, Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana e Taça Guanabara.

Mesmo assim, é bom evitar o oba-oba na edição de 2020 da Libertadores. O time, que estreia na competição hoje (4), contra o Junior de Barranquilla, na Colômbia, é candidato destacado ao bicampeonato consecutivo. Só que, ao contrário do que muita gente pensa, não carrega sozinho o favoritismo.

O River Plate é tão favorito ao título quanto o Flamengo. Afinal, a equipe argentina está no mesmo patamar do time mais poderoso do Brasil. E, se você não acredita nisso, basta lembrar de como foi a final do torneio continental do ano passado.

No confronto de 23 de novembro, os rubro-negros até levaram a melhor sobre os Millonarios, mas foram dominados durante boa parte dos 90 minutos, escaparam de sofrer mais gols e só conseguiram a virada que lhes deu o título com gols aos 44 e aos 47 minutos do segundo tempo.

Nos últimos 100 dias, nada de extraordinário aconteceu para alterar o equilíbrio de forças entre os dois clubes mais poderosos da América do Sul na atualidade.

Assim como o Flamengo, o River manteve seu treinador (Marcelo Gallardo), continua com a base que vem fazendo sucesso nos últimos tempos e perdeu apenas um titular: o meia Exequiel Palacios, negociado com o Bayer Leverkusen.

A única diferença é que o clube brasileiro gastou bem mais em reforços para esta temporada: 33,5 milhões de euros (R$ 150 milhões), contra apenas 2,5 milhões de euros (R$ 11,3 milhões).

Só que o time argentino conta com uma base mais jovem e vários garotos das seleções de base da Argentina que têm tudo para evoluir bastante ao logo da temporada, como o volante Santiago Sosa e o atacante Julian Álvarez.

Tão favorito ao título quanto o atual campeão da Libertadores, o River Plate também inicia hoje sua trajetória na competição continental. Seu primeiro adversário é a LDU, em Quito (Equador).

No total, sete clubes brasileiros disputam a fase de grupos. Internacional, Athletico Paranaense, Santos e Grêmio estrearam ontem. Assim como o Flamengo, o Palmeiras também joga hoje, contra o Tigre, na Argentina. Amanhã é a vez do São Paulo, que visita o Binacional, no Peru.

O Corinthians era o oitavo representante do país no principal torneio interclubes da América do Sul, mas acabou sendo eliminado pelo Guaraní, do Paraguai, nos mata-matas preliminares.

Atual campeão, o Flamengo está no Grupo A da competição. Além do Junior de Barranquilla, também medirá forças com Independiente del Valle e Barcelona de Guayaquil, ambos do Equador. A final deste ano será disputada no Maracanã e está marcada para o dia 21 de novembro.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do que foi informado anteriormente, o Flamengo estreia na Copa Libertadores dia 4, e não 3. O erro foi corrigido.

Rafael Reis