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Rafael Reis


Líder na Alemanha, Leipzig tem 45% do elenco "made in Red Bull"

Dayot Upamecano em ação pelo Leipzig; zagueiro francês também jogou no Red Bull Salzburg - Reprodução
Dayot Upamecano em ação pelo Leipzig; zagueiro francês também jogou no Red Bull Salzburg Imagem: Reprodução
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

29/01/2020 04h00

Classificação e Jogos

Não será nenhuma surpresa se, dentro de pouco tempo, Artur, Thonny Anderson, Alerrando ou qualquer outro jogador do Red Bull Bragantino estiver disputando o Campeonato Alemão.

Líder da Bundesliga e classificado para as oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa logo em seu ano de estreia na competição, o RB Leipzig virou uma espécie de seleção dos jogadores vinculados à fábrica de energéticos.

Apesar de oficialmente não existir distinção entre os clubes que a empresa mantém em quatro países (Alemanha, Áustria, Brasil e Estados Unidos), é nítido que o time germânico é tratado como uma espécie de matriz para o grupo.

A prova disso é a forma como seu elenco é alimentado pelas filiais. Dos 31 jogadores que fazem parte do grupo do Leipzig, nada menos que 14 são "made in Red Bull" - ou seja, 45,2% do total.

Desses 14, oito vieram do Salzburg, equipe pioneira do conglomerado e que ganhou nove das últimas 11 edições do Campeonato Austríaco. Cinco jogadores foram formados na base do próprio Leipzig. E o volante Tyler Adams saiu do New York.

A franquia brasileira é a única que não contribuiu em nada para a formação do elenco profissional do melhor time da Alemanha na temporada.

A falta de revelações que pudessem ser aproveitadas no primeiro escalão do futebol europeu, aliás, foi um dos motivos para a mudança de rumo do futebol da Red Bull no país e da parceria selada com o Bragantino desde o ano passado.

É claro que nem todo jogador que se destaca em um times da companhia de energéticos precisa necessariamente ir para o Leipzig. Os atacantes Erling Haaland e Takumi Minamino, destaques do Salzburg no semestre passado, pularam esse estágio e foram negociados diretamente com Borussia Dortmund e Liverpool, respectivamente.

Mesmo assim, o mercado entre os clubes da empresa é intenso... e, em tempos de Fair Play Financeiro, preocupante.

De acordo com o "Transfermarkt", site especializado em transferências internacionais, o intercâmbio entre Salzburg e Leipzig já movimentou 90,6 milhões de euros (R$ 420,4 milhões) só em transferências de jogadores ao longo da última década.

Esse dinheiro foi transferido de um clube para outro em transações que podem ter sido superfaturadas (para melhoras as contas da equipe austríaca) ou feitas com valores abaixo do mercado (para não prejudicar as finanças do time alemão).

Outros clubes se aproveitam do mesmo expediente. O Manchester City tem filiais na Espanha, nos Estados Unidos, no Japão, no Uruguai, na Austrália e na China. Já a Inter de Milão possui o mesmo dono do chinês Jiangsu Suning.

Mas, em nenhum dos casos citados acima, há um intercâmbio tão grande de jogadores quanto no da Red Bull.

O Leipzig lidera o Alemão com 40 pontos, um a mais que o Bayern de Munique, atual heptacampeão. Neste sábado, recebe o Borussia Mönchengladbach, que tem 38 e é o terceiro.

Na Champions, a equipe germânica foi a primeira colocada de um grupo que tinha Lyon, Benfica e Zenit São Petersburgo. Seu adversário na primeira rodada dos mata-matas decisivos será o Tottenham.

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