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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Com vendas de Éderson e GP Corinthians arrecada mais da metade da meta

Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians, durante entrevista coletiva - Reprodução/Corinthians TV
Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians, durante entrevista coletiva Imagem: Reprodução/Corinthians TV
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

27/05/2022 10h36

Com Yago Rudá, do UOL, em São Paulo

O Corinthians divulgou seu balancete do primeiro trimestre de 2022, na última quarta (25),com uma receita de R$ 72.174.000 com repasses de direitos federativos de atletas. Esse valor está no quadro que detalha a receita bruta obtida no período.

Na parte do documento que trata das despesas aparecem R$ 25.613.000 em custos com vendas e aquisição de atletas.

Ou seja, a tabela que identifica a receita com vendas de jogadores traz o valor cheio das negociações, sem o desconto das fatias que pertenciam a outras partes. Esses descontos entram no montante de R$ 25,6 milhões com outras despesas.

Nos R$ 72.174.000 em receitas com as negociações foram calculados os valores integrais das vendas de Éderson e Gabriel Pereira. Entram na conta também entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões referentes a outros ganhos, como direitos de solidariedade.

Éderson foi negociado com a Salernitana, da Itália, por cerca de R$ 40 milhões. Mas o Corinthians ficou com 70% do valor, que era a sua fatia nos direitos do atleta. Assim, a saída de Éderson rendeu cerca R$ 28 milhões para o Alvinegro.

Gabriel Pereira foi vendido para o New York City por cerca de R$ 29.000.000. O Corinthians ficou com por volta de R$ 20.300.000, já que era dono de 70% dos direitos.

As duas operações somadas alimentaram o cofre corintiano com cerca de R$ 48.300.000. Isso equivale a mais da metade do que a diretoria projetou obter com repasses de direitos federativos em 2022.

A projeção é de R$ 91.540.000 em vendas até o fim do ano. O montante obtido com as saídas de Ederson e GP equivale a cerca de 52,77% do valor previsto. Isso já com desconto da quantias pertencentes a outros donos dos direitos.

A diretoria trata o número estampado no orçamento como mínimo previsto e acredita na possibilidade de ele ser superado com novas negociações. João Victor, por exemplo, tem proposta do Benfica.

O balancete também mostra que o Corinthians fechou o primeiro trimestre de 2022 com superávit de R$ 7.698.000.