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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Perrone: Palmeiras termina fase de grupos da Libertadores mais favorito

Rony, do Palmeiras, comemora seu gol durante partida contra o Deportivo Táchira na Libertadores - Marcello Zambrana/AGIF
Rony, do Palmeiras, comemora seu gol durante partida contra o Deportivo Táchira na Libertadores Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

24/05/2022 23h45

Ao vencer o Deportivo Táchira por 4 a 1 nesta terça (24), no Allianz Parque, o Palmeiras encerrou sua participação na primeira fase da Libertadores mais favorito do que era quando estreou na atual edição da competição.

Antes dos primeiros jogos do torneio, na opinião deste colunista, Flamengo e Atlético-MG dividiam o favoritismo com o Alviverde de forma equilibrada.

Porém, seis jogos e seis vitórias depois, a equipe comandada por Abel Ferreira se descolou dos rivais e ganhou o carimbo de principal favorita para levantar a taça, em minha opinião. Você pode dizer que isso só foi possível graças a um grupo fácil. Pode ser, mas estamos cansados de ver gigantes tropeçarem diante de rivais mais fracos. Não foi o caso. O alviverde fez o que tinha que fazer: história.

O status de favorito tem muito mais a ver com o que o Palmeiras fez do que com o que seus rivais eventualmente tenham deixado de fazer.

Com 100% de aproveitamento de pontos na fase de grupos e a melhor campanha dessa fase, o Alviverde assegurou o direito de jogar a segunda partida de todos os mata-matas que disputar em casa. É uma considerável vantagem teórica. Vale lembrar que a final será em partida única no Equador. Para alcançar a melhor campanha da história da fase de grupos, o Palmeiras foi insaciável.

O apetite ofensivo transformou o Verdão na equipe que mais marcou gols na história da fase de grupos da Libertadores. Foram 25 gols em seis jogos, média de aproximadamente 4,16 por jogo. Tal poderio ofensivo engrossa a lista de argumentos para defender o Palmeiras como principal candidato a dar a volta olímpica ao final da Liberta.

Quer outro? A solidez defensiva. Foram apenas três gols sofridos até aqui.

Some a esses dados a confiança de quem vem de dois títulos seguidos na competição continental e a conexão entre Abel e seus comandados e você terá o cenário completo que fazem o Palmeiras ser considerado por este colunista o principal favorito ao título. Claro que nem todo favorito transforma essa condição em faixa de campeão no peito.