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REPORTAGEM

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Investidor, Marcelo prevê mais vendas de clubes para jogadores com a SAF

Marcelo, lateral do Real Madrid - Angel Martinez/Getty Images
Marcelo, lateral do Real Madrid Imagem: Angel Martinez/Getty Images

23/01/2022 04h00

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Recentemente, o lateral Marcelo, do Real Madrid, anunciou seu segundo investimento num clube de futebol, o Mafra, da segunda divisão de Portugal. Pouco antes do anúncio, Ronaldo havia acertado a compra do Cruzeiro. A dupla faz parte de uma lista que tem aumentado: a de ex-jogadores e jogadores que investem na compra de clubes pelo mundo.

Em entrevista exclusiva à coluna, Marcelo falou dos atrativos que vê nos times para atletas e ex-atletas se tornarem acionistas.

Ele prevê a entrada de mais colegas nesse mercado no Brasil graças à lei que criou a SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

No segundo semestre deste ano, ele mesmo planeja investir em pelo menos mais uma agremiação, no Brasil e/ou no exterior. Dessa vez, o alvo será um time com grande torcida.

Neste mês, o lateral esquerdo está inaugurando formalmente a sua holding, a DOZE. Ela passa a representar o percentual do lateral no Azuriz FC, agremiação do Paraná na qual o atleta investiu em 2017.

Sob o guarda-chuva da DOZE também passam a ficar a Academy 12, voltada para o treinamento de crianças e adolescentes, a DOZE Football, que gerencia a carreira de 360 atletas, e a novata DOZE Media, responsável pela criação de conteúdos e produtos digitais.

A seguir, leia a entrevista concedida por Marcelo à coluna por escrito.

Com tantas opções de investimento, por que investir em clubes de futebol, dentro e fora do Brasil, se tornou uma opção atraente para jogadores e ex-jogadores, na sua opinião?

Na minha visão, os clubes sempre foram um investimento atrativo a longo prazo, principalmente para investidores que já estão inseridos no universo do esporte, como atletas e ex-atletas. Eu pessoalmente enxergo meus investimentos, através da DOZE, como uma maneira de expandir minha atuação no futebol, deixando meu legado também por meio de uma gestão eficiente.

A DOZE pretende comprar pelo menos um novo clube no segundo semestre de 2022. Quais atrativos você vê no mercado brasileiro que podem levar a holding a comprar um clube brasileiro?

Recentemente, com a liberação do modelo de SAF (Sociedade Anônima do Futebol), o mercado de futebol brasileiro passa a ser operado por uma nova abordagem que permite aos clubes terem uma gestão mais eficiente e transparente, de maneira empresarial, assim como já acontece no mercado europeu. Com certeza, para a DOZE, esse modelo é atrativo, e abre nossos olhos para o possível investimento em um clube brasileiro que seja complementar aos que já possuímos na holding. A ideia agora é através dessa abordagem empresarial, investir em clubes "flagship", ou seja, que já possuam torcida e tradição.

Acredita que a tendência é mais jogadores e ex-jogadores adquirirem clubes no Brasil? Por quê?

Sim, como já disse, o modelo de SAF, o mercado brasileiro se torna muito mais atrativo. Para os investidores, os clubes passam a ter uma abordagem empresarial, muito mais segura, transparente e eficiente, o que aumenta os interesses por captação. Eu diria que estamos entrando em uma era muito interessante do futebol brasileiro, prevejo muitos investimentos acontecendo a partir desse ano.

Jogadores e ex-jogadores têm alguma vantagem ao investir em um clube em relação a investidores que vêm de outras áreas? E desvantagens?
Acredito que quando um indivíduo tem grande conhecimento de como funciona um determinado mercado, ele passa a operar com uma vantagem em relação aos demais. Para nós, atletas, o futebol é um terreno que dominamos, temos experiências e vivências claras de como as coisas funcionam na prática, isso de fato nos coloca em uma posição vantajosa quando assumimos um papel de gestão.

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