PUBLICIDADE
Topo

Perrone

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Liderança, comprometimento e ambição. O perfil que o SPFC busca no mercado

Rafinha,  contratado pelo São Paulo - Pedro H. Tesch/AGIF
Rafinha, contratado pelo São Paulo Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF
Conteúdo exclusivo para assinantes
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

07/01/2022 04h00

A atuação do São Paulo no mercado da bola visa uma mudança de perfil do time em 2022. A busca tem sido por jogadores que a diretoria entende terem características de liderança, ambição para brigar pelas primeiras posições dos campeonatos e comprometimento com o projeto esportivo do clube.

Conforme apurou o blog, existe na direção quem acredite que faltou para parte jogadores em 2021 a compreensão de que o São Paulo não pode disputar o Brasileirão apenas para lutar contra o rebaixamento.

A ideia de que, talvez, o Tricolor não tenha força para brigar de igual para igual com clubes que fizeram investimentos maiores é aceita. Porém, é inaceitável para a direção que a equipe não esteja entre os seis primeiros colocados do Brasileirão.

Contratar atletas acostumados a serem líderes nos times que defendem é considerado pela diretoria um passo importante para que o elenco tenha esse espírito. Para o plano funcionar, a direção também entende que precisa de jogadores que falem muito em campo e se cobrem.

Internamente, o discurso é de que o São Paulo busca ter um elenco mais comprometido com as dores das derrotas e com as alegrias das vitórias.

A diretoria são-paulina avalia que os jogadores contratados até agora se encaixam no perfil desejado, apesar de dois reforços (Rafinha e Alisson) terem amargado o rebaixamento no Brasileirão com o Grêmio, na última temporada.

Rafinha, por exemplo, tem histórico de exercer papel de liderança, como fez recentemente no Flamengo e no Grêmio. Falar constantemente com os companheiros em campo é outra de suas características que batem com o que o Tricolor almeja.

Perto de ser anunciado como reforço do São Paulo, Patrick era um dos líderes do Internacional. Em 2020, após o empate com o Corinthians, que impediu o título Brasileiro do Colorado na última rodada, o meio-campista falou com a voz embargada: "Não tem como não sentir essa dor". A afirmação sinaliza sintonia do atleta com o desejo da direção são-paulina de ter atletas que sintam as dores das derrotas, além das alegrias das vitórias.

Inscreva-se no canal do Ricardo Perrone no YouTube.

Siga o Perrone no TikTok: @ricardo.perrone .