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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Perrone: Em clássico, Fluminense deu aula de eficiência e concentração

John Kennedy comemora gol do Fluminense contra o Flamengo pelo Brasileiro - Thiago Ribeiro/AGIF
John Kennedy comemora gol do Fluminense contra o Flamengo pelo Brasileiro Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

24/10/2021 09h34

Na vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo, neste sábado (23), o Fluminense, comandado pelo técnico Marcão, nos lembrou como um futebol simples pode ser belo e eficiente.

Foi prazeroso ver o Flu jogar, mesmo com o adversário tendo 64,7% de posse de bola, segundo o site Footstats.

A equipe de Marcão não levou para o Maracanã uma retranca sonolenta. Deu aula sobre como se defender sem deixar de ser letal no ataque. Mostrou concentração e eficiência exemplares.

Ao roubar a bola, o Tricolor trocava passes com rapidez e pegava a defesa do Flamengo desarrumada.

A qualidade de Luiz Henrique e John Kennedy, autor de dois gols, foi fundamental para a estratégia dar certo.

Mesmo ficando menos com a bola, o Flu acertou mais finalizações (6 a 5), o que traduz a eficiência da equipe de Marcão. Foram 10 arremates do Tricolor contra 17 do Flamengo. Ou seja, os comandados de Marcão acertaram o alvo em 60% das oportunidades. Os jogadores de Renato Gaúcho apresentaram índice de acerto de 29,4%.

O desempenho nos desarmes também mostra o caminho das pedras seguido pelo Fluminense. O Tricolor fez 23 desarmes contra 16 do Flamengo.

Apesar de a estratégia montada por Marcão ter sido simples (defender e contra-atacar), executá-la com a perfeição alcançada por seu time é algo complexo e que exige muito treinamento de qualidade.

A queda do Flamengo no clássico tem muito mais a ver com o trabalho do treinador e dos jogadores do Flu do que com o desgastante calendário atacado por Renato Gaúcho.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL