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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Perrone: Tite tira amarras da seleção, que retribui com espetáculo

Raphinha comemora com Fred após marcar o segundo gol da seleção brasileira no jogo contra o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, na Arena Amazônia - Lucas Figueiredo/CBF
Raphinha comemora com Fred após marcar o segundo gol da seleção brasileira no jogo contra o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, na Arena Amazônia Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

14/10/2021 23h27

Rapidez, constante troca de posições e proximidade entre seus jogadores ofensivos fizeram a Seleção Brasileira substituir a chatice dos últimos tempos por um futebol alegre. Isso sem deixar de vencer.

Foi assim, com mobilidade, velocidade e compactação que o Brasil derrotou o Uruguai por 4 a 1, nesta quinta (14), em Manaus, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022.

Foi como se Tite tivesse tirado as amarras de seus jogadores, acostumados a ficarem presos em faixas de campo determinadas pelo treinador.

A liberdade dada foi retribuída com belas jogadas. Como no golaço de Neymar, que abriu o placar, após lançamento magistral de Fred.

Os três jogadores que mais atordoaram a defesa uruguaia com sua movimentação participaram do segundo gol: Paquetá, Neymar e Raphinha, que balançou as redes duas vezes. Gabigol, que entrou no segundo tempo, també fez o seu.

Contrariando a marca registrada (e estática) da seleção de Tite, o trio, alimentado principalmente Fred, se revezou entre esquerda, centro e direita. Isso com eficiência e arte. Foram tabelas, triangulações e finalizações de encher os olhos. Manaus assistiu a um espetáculo.

Diante de um futebol tão exuberante, a pergunta que martela a cabeça deste colunista é: por que Tite não deu mais mobilidade, velocidade e compactação para a seleção antes?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL