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Ex-diretor consegue suspender na Justiça sua expulsão do São Paulo

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Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

30/09/2021 21h13

Expulso do Conselho Deliberativo e do quadro de sócios do São Paulo, Edson Lapolla, ex-diretor de marketing, conseguiu nesta quinta (30) tutela de urgência para suspender a expulsão.

A juíza Mônica de Cassia Thomaz Perez Reis Lobo deu prazo de 48 horas para cumprimento da decisão a partir do recebimento da mesma. O não cumprimento provocará multa diária de R$ 1.000,00.

O São Paulo tem 15 dias para contestar a decisão. Como se trata de tutela de urgência, a suspensão vale enquanto o processo corre ou até que haja decisão contrária.

"A inicial traz documentos que, a princípio, demonstram indícios de irregularidades no processo administrativo envolvendo a supressão de instância por inobservância da competência originária de órgão responsável pelo julgamento da representação, além de outras matérias que também envolvem, em tese, a ofensa ao devido processo e ao exercício da ampla defesa", diz parte da decisão favorável ao ex-diretor do clube.

A magistrada também afirmou que houve "ocultação parcial de documentos aos membros do Conselho Deliberativo, suspeição dos membros que votaram pela aplicação da penalidade por serem os próprios ofendidos, votação em bloco das duas acusações e irregularidade na dosimetria da pena".

Lapolla, candidato à presidência do clube em 2011, foi expulso por conta de um e-mail considerado ofensivo ao ex-presidente do São Paulo, José Eduardo Mesquita Pimenta, e à chapa do atual presidente, Júlio Casares, na última eleição.

Como mostrou a coluna De Primeira, do UOL, Lapolla enviou mensagem para alguns conselheiros, no ano passado, com o título "nuvens grafite". Ele escreveu que a torcida são-paulina já cantou "fulano ladrão, São Paulo campeão" e citou o "caso dos Jacks". A segunda referência foi ao episódio em 2014 no qual o São Paulo fez um acordo de R$ 18 milhões de comissão com a Far East, empresa chinesa representada por um americano chamado Jack Banafsheha, para intermediação do contrato de fornecimento de material com a Under Armour. Após muita polêmica, o acordo foi cancelado.

Casares era vice-presidente do clube na ocasião. Douglas Schwartzmann, que ocupava a vice-presidência de comunicação e marketing, foi escolhido pelo atual presidente para ser secretário-geral do São Paulo.

Nesta quinta, Schwartzmann pediu licença por prazo indeterminado após denúncia do Ministério Público contra ele, o ex-presidente Carlos Miguel Aidar e mais seis pessoas ser recebida pela Justiça.

"Pedi uma licença sem tempo determinado para preservar a gestão e a instituição porque a minha inocência vai ser provada", disse Schwartzmann ao blog.

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