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REPORTAGEM

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Dérbi feminino: Após acelerar evolução, Palmeiras mira 'algo mais' em final

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Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

26/09/2021 04h00

Ao retomar seu projeto no futebol feminino, em 2019, o Palmeiras estipulou como meta disputar a primeira final de Campeonato Brasileiro e alcançar uma vaga na Libertadores em até cinco anos.

Porém, foi preciso cerca da metade do tempo máximo estipulado para esses alvos serem alcançados. Neste domingo (26), na Neo Química Arena, o Alviverde faz o segundo jogo da decisão do Brasileiro feminino contra seu maior rival, o Corinthians. A vaga na Libertadores de 2022 já está assegurada.

"Em 2019 conseguimos o acesso para a Séria A, em 2020 disputamos as semifinais do Campeonato Brasileiro. Em 2021, estamos fazendo a final e já temos vaga na Libertadores. Em dois anos e meio alcançamos a meta que projetamos alcançar em até cinco anos", disse ao blog Alberto Simão, diretor executivo de futebol feminino do Palmeiras.

"Temos um sentimento de dever cumprido, mas queremos algo mais. Enfrentamos na final um time que é referência nacional no futebol feminino. Respeitamos o adversário, mas queremos algo mais. O Palmeiras tem que brigar pelo título sempre", afirmou Simão.

O Alvinegro venceu o primeiro jogo por 1 a 0 e joga por um empate neste domingo, às 21h, para ficar com o título. As palmeirenses precisam vencer por dois gols de diferença para darem a volta olímpica na casa do rival ou por vantagem mínima para provocarem a disputa de pênaltis.

Enquanto o Palmeiras tenta coroar sua retomada na modalidade com o primeiro título brasileiro, o Alvinegro é o atual campeão nacional e busca a sua terceira taça na competição. Esta é a quinta participação seguida do Corinthians na final.

"Sabemos que podemos fazer história neste domingo. Se você olhar o retrospecto, foram três confrontos entre as equipes neste ano (um pelo Campeonato Paulista). Empatamos dois e perdemos um com um gol em jogada de bola parada. Foram jogos equilibrados, e o Palmeiras sempre vai lutar" , afirmou o diretor executivo palmeirense.

Na avaliação de Simão, o fato de a final ser contra o maior rival do Palmeiras ajuda o projeto do clube por envolver mais os torcedores.

"Isso faz bem ao Corinthians também. Ser o dérbi na final ajuda o futebol feminino brasileiro. A visibilidade é maior. Temos transmissão em duas emissoras de TV (Band e SporTV) e no Tik Tok (da CBF). São quase 230 repórteres credenciados). Essa visibilidade pode ajudar até o futebol feminino brasileiro a discutir a venda de direitos de transmissão missão, que não existe hoje. Isso é que vai definir o.tamanho.do salto que o futebol feminino vai dar no Brasil", argumentou Simão.

Na avaliação do diretor palmeirense, os finalistas carregam a rivalidade centenária das equipes masculinas dos dois clubes. "Os times se respeitam, mas acho que a rivalidade já está até passando um pouco do ponto", disse.

Independentemente do resultado da decisão, ele a firma que a entrada do Palmeiras no seleto grupo de protagonistas da modalidade no Brasil é irreversível. Até agora, a Ferroviária vinha sendo a principal rival do Corinthians.

O dirigente prevê o Alviverde cada vez mais forte. "Nos dois primeiros anos tivemos que investir mais em estrutura (montada na cidade de Valinhos, onde é usado o estádio municipal). Agora podemos investir mais nos salários das jogadoras", declarou Simão.

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