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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Prata olímpica de Rayssa Leal tem a cor do sonho

Rayssa Leal comemora após manobra nas eliminatórias do skate olímpico - TOBY MELVILLE/REUTERS
Rayssa Leal comemora após manobra nas eliminatórias do skate olímpico Imagem: TOBY MELVILLE/REUTERS
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Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

26/07/2021 03h07

"Se você pode sonhar, você pode realizar", disse Rayssa Leal, a medalhista olímpica mais jovem do Brasil pouco depois de conquistar a prata no skate street.

A vice-campeã nem precisava falar sobre sonhos. Seu feito diz tudo.

Ao assegurar a prata aos 13 anos nesta segunda, no Japão, a maranhense mostrou para as crianças brasileiras não só que é possível transformar o sonho olímpico em realidade.

Seu feito também mostra que não é um sonho impossível desejar que meninas e meninos deste país possam fazer o que gostam no lugar de terem que trabalhar antes da hora pela sobrevivência.

O pódio de Rayssa turbina a esperança de jovens que sonham em transformar suas vidas por meio do esporte. Também dá mais um empurrão para o skate ser respeitado, não visto como coisa de desocupado.

Até para o sonho de vermos mulheres e homens sendo tratados com igualdade em todos os setores no país Rayssa deu combustível. Certamente, muitos meninos vão se inspirar na menina medalhista.

Num momento de tanta desesperança no Brasil, assolado pela pandemia de covid-19, coube à pequena Rayssa alimentar o sonho de que dias melhores virão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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