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Blog do Perrone

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Corinthians vê chance de bater rival após comer poeira em campo e fora dele

Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

16/05/2021 10h01

No confronto deste domingo (16), pelas semifinais do Campeonato Paulista, o Corinthians tem a chance de voltar a superar seu maior rival após comer poeira dele na última temporada em campo e nas finanças.

Esportivamente, a superioridade alviverde em 2020 começou a ser construída com a conquista do Paulista. Vitória sobre o alvinegro na final, nos pênaltis.

Foi uma prévia do que estava por vir. Os palmeirenses conquistariam ainda a Libertadores e a Copa do Brasil. Enquanto isso, os corintianos terminaram a temporada sem títulos.

O clube do Parque São Jorge ainda teve que engolir duas derrotas no dérbi pelo brasileiro. Perdeu por 2 a 0 no na Neo Química Arena e por 4 a 0 no Allianz Parque. Ou seja, a vantagem esportiva palmeirense só aumentou.

No Paulistão deste ano, em Itaquera, o Dérbi terminou 2 a 2. Abel Ferreira escalou o Palmeiras com reservas.

Nas finanças, os balanços dos clubes referentes a 2020 mostram que o Palmeiras obteve R$ 73.609.900 em receitas a mais do que o Corinthians.

O alviverde arrecadou R$ 532.419.000 contra R$ 458.809.100 somados pelos rivais.

Só com patrocínios e publicidade, a vantagem palmeirense foi de R$ 43.881.000.

Vale lembrar que ambos sofreram perdas de receitas por conta da pandemia de covid-19.

Apesar de faturar menos, o Corinthians apresentou déficit menor do que o rival. Foram R$ 123.314.000 no vermelho. Já o Palmeiras registrou déficit de R$ 151.016.000. O fato de parte das premiações por títulos ter sido transferida para 2021 pesou na conta palmeirense.

No quesito dívida, a situação do Palmeiras é bem menos desconfortável do que a do Corinthians. O débito total alviverde até dezembro de 2020 era de R$ 676.248.000. Já o alvinegro viu sua dívida chegar a aproximadamente R$ 982,8 milhões. No cálculo não está o débito pela construção de sua arena.

É normal as finanças provocarem reflexos em campo. Quem está no andar de cima sobe mais ainda. Quem já estava no piso inferior tende a continuar descendo.

É contra essa corrente natural que o time de Vagner Mancini entra no clássico. Vencer o Dérbi deste domingo significa para o Corinthians poder voltar a olhar seu maior rival por cima neste momento da temporada, que se desenha muito dura para a Fiel.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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