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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Quatro desafios de Fernando Diniz no Santos

Fernando Diniz, novo técnico do Santos  - Rubens Chiri/ saopaulofc.net
Fernando Diniz, novo técnico do Santos Imagem: Rubens Chiri/ saopaulofc.net
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

07/05/2021 09h29

Na opinião deste blogueiro, os quatro principais desafios de Fernando Diniz no Santos são:

1 - Relacionamento

O maior desafio de Fernando Diniz é se relacionar com os jogadores de maneira mais cordial em relação ao que fazia no São Paulo.

Há receio de alguns cartolas na Vila Belmiro de que atritos como o ocorrido com Tchê Tchê aconteçam e que isso faça com que ele perca o vestiário. Talvez, até mesmo antes de conquistá-lo.

2 - Erros individuais

O estilo de jogo imposto por Diniz desafia permanentemente a atenção dos jogadores, principalmente na saída de bola. No São Paulo, foram muitos os erros de passes que se transformaram em gols adversários.

A eventual repetição desse problema na Vila Belmiro tem potencial para minar de maneira contundente o trabalho do substituto de Ariel Holan.

3 - Tempo

Diniz implanta por onde passa um estilo de jogo altamente autoral. Isso aumenta o tempo necessário para a equipe engrenar. Em tese, a diretoria precisará ter paciência acima da média do futebol brasileiro.

4 - 'Pipoca'

O trabalho de Diniz no Morumbi foi marcado pela perda do último Brasileirão depois de o São Paulo abrir folgada vantagem na liderança.

Em vez da taça, veio o rótulo de time pipoqueiro. Evitar que esse estigma ronde o Santos é uma das tarefas do treinador..

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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