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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Conheça os detalhes da dívida do Palmeiras com a Crefisa

O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, observa a presidente da Crefisa, Leila Pereira - Cesar Greco/Fotoarena
O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, observa a presidente da Crefisa, Leila Pereira Imagem: Cesar Greco/Fotoarena
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

04/05/2021 04h00

O balanço do Palmeiras referente a 2020 traz detalhes da situação da dívida do clube com a Crefisa. A pendência é relacionada a dinheiro emprestado pela patrocinadora para a contratação de jogadores.

O documento mostra que, no final de 2020, a dívida era de R$ 161.383.000. O blog apurou que em março esse valor já tinha caído para cerca de R$ 143 milhões.

O balanço de 2020 aponta também que no ano passado foram amortizados R$ 14.932.000 do débito do clube com a patrocinadora.

Isso, de acordo com nota explicativa, "em função dos recebimentos de parte dos valores de atletas vendidos/emprestados durante o exercício".

O balanço mostra também que parcela do dinheiro relativo a negociações de atletas no ano passado seria recebida em 2021 e repassada para a Crefisa. São cerca de R$ 6,7 milhões.

"Em 2020 foi amortizado o montante de R$ 14.932.000 (R$ 1.388.000 em 2019) em função dos recebimentos de parte dos valores de atletas vendidos/emprestados durante o exercício. Foi reconhecido no passivo circulante o montante de R$ 6.747.000 (R$ 2.018.000 em 2019) que correspondem aos valores restantes a liquidar condicionados ao recebimento dos valores pela venda de atletas durante o exercício de 2020", diz trecho do balanço.

A diretoria não encara o débito com preocupação. Isso porque o pagamento deve ser feito a partir da venda de uma série de jogadores contratados com o dinheiro emprestado pela Crefisa.

Na avaliação da direção, é viável conseguir o valor necessário negociando esses jogadores.

Na lista estão Luan, Juninho, Lucas Lima, Borja, Deyverson e Carlos Eduardo.

Se um atleta sair de graça, ao fim do contrato, o Alviverde tem dois anos para pagar o montante relacionado a ele.

Isso aconteceu com Guerra, que ficou sem contrato no final do ano passado e teve o montante ligado a ele (por volta de R$ 9 milhões) parcelado em 24 meses.

Internamente, Dudu é usado como exemplo para justificar a viabilidade da quitação do débito com a Crefisa.

O Al-Duhail, do Catar, tem até o dia 15 de maio para oficializar que vai efetuar a cláusula de compra de Dudu por 6 milhões de euros. Depois, terá mais 15 dias para efetuar o pagamento.

Ou seja, se a compra ocorrer, o Palmeiras vai abater a dívida em mais cerca de R$ 39 milhões. Pelos cálculos palmeirenses, esse valor daria para zerar a dívida em relação a Dudu e ajudar a pagar débitos correspondentes a outros jogadores.

Outra conta soma o dinheiro eventualmente arrecadado com Dudu à parte da receita pela venda de Bruno Henrique que ficou para 2021. No cálculo palmeirense, o valor seria suficiente para fazer a dívida com a Crefisa baixar dos R$ 100 milhões.

Se isso acontecer, o Palmeiras terá seis jogadores para gerar o valor restante. Média de aproximadamente 2,5 milhões de euros (cerca de R$ 16,3 milhões) por atleta, o que é visto como viável no clube.

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