PUBLICIDADE
Topo

Blog do Perrone

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Diretoria do Galo precisa agir para que Cuca e Hulk não dividam o time

Técnico Cuca durante a partida do Atlético-MG neste sábado (24) - Pedro Souza/ Atlético-MG
Técnico Cuca durante a partida do Atlético-MG neste sábado (24) Imagem: Pedro Souza/ Atlético-MG
Conteúdo exclusivo para assinantes
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

25/04/2021 12h37

Sinal de alerta ligado no Atlético-MG. Ou a diretoria age para apagar o princípio de incêndio entre Hulk e Cuca ou o fogo pode se alastrar e provocar sérios estragos nos planos do time nesta temporada.

Hulk pediu mais tempo em campo para evoluir. O treinador respondeu que a sequência é dada para quem oferece respaldo ao técnico.

"Preciso de jogos, de ritmo, de confiança para apresentar meu melhor futebol. Desde que o professor Cuca chegou eu não tive sequência de três, quatro jogos seguidos. Tem que ter cobrança sim, mas preciso de sequência também", apontou Hulk.

"A sequência de minutos é recíproca. Você dá a sequência de minutos quando você tem o jogador te dando todo o respaldo. Não que ele não esteja dando o respaldo. Mas eu, junto dele, tenho o Savarino que joga por ali, tenho o Sasha, o Vargas. Então, são disputas que ocorrem. Eu tento ser o mais correto e coerente possível com todos", afirmou Cuca em entrevista coletiva, após vitória sobre o Athletic.

Olhando de fora, parece haver um desconforto entre ambos. É necessário que a diretoria tome medidas urgentes para a situação não piorar e ferir o Galo.

Observada a fumaça, o primeiro passo é detectar o foco do fogo e conhecer o tamanho dele. É só um desconforto entre ambos ou a animosidade já aumentou?

Muito imortante é a diretoria verificar se há reflexos da divergência no elenco.

O grande perigo aqui é o grupo se dividir entre os que apoiam Hulk e os que estão fechados com Cuca.

Mesmo que os dirigentes não encontrem tal divisão (parece ser cedo para isso ter ocorrido), eles precisam trabalhar para que ela não aconteça.

O ideal é os cartolas transitarem entre a diplomacia e a demonstração de pulso firme.

Devem tentar reaproximar treinador e jogador na base da conversa. Ao mesmo tempo, precisa ficar claro que eventuais rebeldias (não chegou a esse ponto) não serão toleradas.

Ambos precisam ouvir que suas insatisfações devem ser resolvidas internamente. Olho no olho. Não publicamente.

Por último, mas não menos importante, o pacote de combate ao fogo inclui fazer o restante do grupo entender que tomar partido de um ou de outro é roubada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Blog do Perrone