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Blog do Perrone

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Vem de Brasília a esperança: há bom futebol no Brasil

Alexandre Vidal / Flamengo - Arrascaeta e Willian Arão comemoram gol do Flamengo na Supercopa do Brasil
Alexandre Vidal / Flamengo Imagem: Arrascaeta e Willian Arão comemoram gol do Flamengo na Supercopa do Brasil
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

11/04/2021 13h34

Emoção do primeiro minuto ao último segundo, dribles desconcertantes, golaços, aplicação tática, defesas difíceis, e reviravolta no placar. A disputa da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Palmeiras, neste domingo (11), presenteou o torcedor com um artigo em falta no futebol brasileiro ultimamente: qualidade. Depois do espetáculo durante o empate em dois gols, o rubro-negro venceu nos pênaltis, com Diego Alves brilhando, e se tornou o supercampeão.

Raphael Veiga, Arrascaeta, Filipe Luís, Wesley, Diego Alves, Weverton e Gabigol foram alguns dos jogadores que desfilaram seus talentos em Brasília.

O fã de futebol nacional, acostumado a sofrer com times retrancados, erros bizarros nas trocas de passes e finalizações dignas de várzea, foi presenteado com atuações de gala.

O início da partida foi marcado por um gol que combinou a atenção de Felipe Melo para aproveitar a bola rifada pelo Flamengo com o talento de Raphael Veiga. Raphael deu um drible mágico em Arão e abriu o placar com 1 minuto de jogo.

Aos 22 minutos foi a vez de o Flamengo combinar categoria e aplicação. Após bela jogada individual, Filipe Luís acertou a trave. Atento, Gabigol estava bem colocado para aproveitar a volta da bola e empatar o jogo.

O primeiro tempo terminou como começou, com um belo gol. Dessa vez, num chute preciso de Arrascaeta, que colocou o rubro-negro em vantagem no placar.

A etapa final não foi farta em lances de alto nível como o primeiro tempo. Principalmente porque o Flamengo se posicionou mais atrás para tentar aproveitar os contra-ataques.

O alviverde tinha dificuldades para achar espaços, até que Rodrigo Caio deu uma mãozinha para o rival. Infantilmente, puxou a camisa de Rony na área, cometendo pênalti convertido por Veiga, aos 28 minutos.

Com o empate, o jogo melhorou. Aos 48min, Weverton decretou que a taça seria decidida nos pênaltis ao defender chute de Gabigol em cima da risca.

Nos pênaltis, mais emoção. Empate na primeira série em três gols. Na segunda série, Rodrigo Caio se recuperou ao marcar o gol do título do Flamengo, após Diego Alves defender a cobrança de Mayke.

Do começo ao fim, a disputa da Supercopa foi um sinal de esperança para quem já tinha jogado a toalha em relação à modalidade no país. É emblemático que essa gota de otimismo tenha vindo da capital do Brasil, de onde a maioria dos políticos só nos dá desesperança.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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