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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Em redes sociais FPF e clubes atuam contra receio do MP sobre aglomeração

Gabriel é um dos jogadores envolvidos na campanha de conscientização  - Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
Gabriel é um dos jogadores envolvidos na campanha de conscientização Imagem: Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

06/04/2021 09h04

Mostrar que a volta do futebol em São Paulo não gera risco de aglomeração perto dos estádios e em outros locais por conta dos jogos é um dos principais objetivos da Federação Paulista e dos clubes. Esse é um dos pontos centrais do movimento para tentar fazer o Ministério Público retirar a recomendação de suspensão das partidas no estado na fase emergencial de combate à pandemia de covid-19. A etapa mais dura de restrições em São Paulo vai pelo menos até o próximo dia 11.

O argumento de que mesmo sem público nos estádios há aglomerações é um dos que mais incomodaram os dirigentes.

Um exemplo dado pelo MP foi a aglomeração de torcedores palmeirenses nos arredores do Allianz Parque na final da última Copa do Brasil.

Para tentar derrubar essa tese, FPF e clubes apresentaram um novo protocolo com jogos durante o toque de recolher no estado e apostam na campanha "torça em casa".

O toque de recolher vai das 20h às 5h. Com partidas depois das 20h, a FPF espera convencer o MP de que não acontecerão aglomerações por conta da proibição de circulação.

Já a campanha nas redes sociais é uma forma de agremiações e federação mostrarem que estão conscientizando os torcedores da necessidade de acompanhar os jogos em casa e de respeitarem o distanciamento social.

Nos últimos dias, os 16 clubes da primeira divisão do Paulista postaram em suas redes sociais mensagens nesse sentido acompanhadas da hashtag "#TorçaEmCasa".

Clubes usaram principalmente jogadores e treinadores em vídeos para aumentar o apelo da campanha. "Use máscara, hashtag torça em casa", diz o técnico Ariel Holan no vídeo preparado pelo Santos.

"Continue nos apoiando e torcendo em casa", afirma o volante corintiano Gabriel em trecho de sua mensagem.

Já o Palmeiras escalou para seu vídeo, além de jogadores, outros funcionários. Assim, o alviverde atacou mais uma preocupação do MP: o risco de colaboradores dos clubes e seus familiares também serem infectados.

Apesar de saber da dificuldade de obter sucesso, a FPF tenta convencer o Ministério Público a dar seu aval para a realização de alguns jogos ainda nesta semana, em plena fase emergencial.

Outra aposta da federação para sensibilizar o MP é o fato de seu novo protocolo prever o sistema de bolha, com as delegações isoladas em centros de treinamentos e hotéis.

O desejo da entidade é fazer partidas dos clubes com agenda mais cheia. Nessa situação estão Santos, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Red Bull Bragantino.

Até agora, porém, o MP tem sinalizado que só vai retirar sua recomendação de suspensão das partidas se os números de infectados e mortos em decorrência da covid-19 caírem drasticamente no estado.

O governo paulista proibiu a prática de esportes coletivos e cultos religiosos no estado durante a fase emergencial depois de recomendação do MP. A FPF entende que o governador João Doria não vai retirar o veto aos jogos nessa fase sem parecer favorável do Ministério Público.

Assim, caso consiga o aval do MP, a federação ainda terá que convencer o governo estadual.

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