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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Internacional não teve calma para ser campeão diante de um adversário fraco

Edenilson, do Internacional, lamenta chance perdida contra o Corinthians - Pedro H. Tesch/AGIF
Edenilson, do Internacional, lamenta chance perdida contra o Corinthians Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

26/02/2021 00h16

Com o São Paulo batendo o Flamengo por 2 a 1 no Morumbi, a vitória sobre o Corinthians, nesta quinta (25), daria ao Internacional o título brasileiro. Um gol no final da partida no Beira-Rio colocaria a faixa de campeão no peito do torcedor colorado. Mas o zero não saiu do placar.

O Inter não teve calma nem técnica de campeão. Em vez disso, mostrou nervosismo de vice-campeão.

Faltou respirar, se organizar e trocar passes para abrir a defesa alvinegra. A troca de bola caprichada deu lugar a passes errados e chutões. A redonda batia no paredão branco e preto e voltava para o Internacional, numa repetição agonizante para quem via o tempo passar e levar com ele o caneco.

Quanto mais perto o final da partida, mais bizarros eram os erros nas trocas de passes. Ainda houve um sopro de esperança nos acréscimos com o gol de Edenilson anulado por impedimento. Um pênalti e outro gol dos donos da casa já tinham sido invalidados com participação do VAR.

A alegria gaúcha durou segundos e abriu espaço para a festa rubro-negra em São Paulo.

O gramado do Beira-Rio virou um tapete vermelho formado por jogadores desolados. Por sua vez, o Corinthians, 12° colocado do Brasileirão, deixou o campo como agiu durante quase o campeonato inteiro: sem ser notado.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL