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REPORTAGEM

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Presidente da Mancha diz que Crefisa dobrou 'bicho' pela Libertadores

Leila Pereira celebra o bicampeonato da Copa Libertadores - Reprodução
Leila Pereira celebra o bicampeonato da Copa Libertadores Imagem: Reprodução
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Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

06/02/2021 04h00

Segundo Paulo Serdan, presidente da escola de samba Mancha Verde e conselheiro palmeirense, o Palmeiras ofereceu "bicho" de R$ 500 mil para cada jogador pela conquista da Libertadores, e a Crefisa dobrou esse valor.

Serdan, que também é presidente de honra da torcida organizada ligada à escola, fez a afirmação em sua conta no Instagram. Ele também escreveu que, por contrato, a patrocinadora se comprometeu a pagar ao clube premiação de R$ 12 milhões pela conquista continental. Esse valor foi confirmado pelo blog.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila Pereira, presidente da Crefisa e conselheira palmeirense, não quis comentar sobre o "bicho", que não está previsto em contrato.

"A Crefisa sempre está pronta para ajudar o Palmeiras. Não comentamos a respeito de valores que não constam em contrato. Mas, certamente, fazemos o que está ao nosso alcance para que o Palmeiras atinja seus objetivos", afirmou Leila. Ela é candidata à reeleição ao Conselho Deliberativo do Alviverde.

Em sua publicação, Serdan fez elogios à empresária e ao seu marido, José Roberto Lamacchia, também conselheiro. E, em seguida, falou sobre premiação.

"Muitas das ações deles ninguém fica sabendo. E futebol não vive sem dinheiro. E isso eles não cansam de colocar no clube, como fizeram agora no bicampeonato [da Libertadores]. De contrato, teriam que pagar R$ 12 milhões pelo título. E, fora isso, nosso clube iria pagar R$ 500 mil de bicho para cada jogador e comissão [técnica]. Eles dobraram esse valor, fora os R$ 12 milhões, o que proporcionou essa atitude legal do presidente Maurício [Galiotte] de pagar um salário a mais aos funcionários do CT, desde os porteiros aos seguranças", escreveu Serdan.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Palmeiras não respondeu até a conclusão deste post se os valores citados pelo presidente da escola de samba estão corretos.

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