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Saída de Coelho amplia distância de Duilio de escudeiros de Andrés

Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians - Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

27/01/2021 10h11

A saída de Dyego Coelho do Corinthians, anunciada na última terça (26), é mais um movimento de distanciamento de Duilio Monteiro Alves em relação a homens de confiança de seu antecessor e padrinho político, Andrés Sanchez.

Não há sinais de crise no relacionamento entre atual e ex-presidente do clube. Porém, em sua gestão, o Duilio já deixou pelo caminho alguns escudeiros de Sanchez. E até abriu as portas para desafeto de Andrés.

A diretoria e Coelho anunciaram que a saída do técnico do time sub-20 foi em comum acordo. O ex-lateral é amigo de Sanchez desde os tempos em que era jogador do clube alvinegro.

Antes dele, outro escudeiro de Sanchez já havia deixado o departamento de futebol, Eduardo Ferreira.

O ex-diretor-adjunto fez campanha por Duilio, com quem mantém boa relação, mas já havia definido que não seguiria no cargo depois da eleição.

Ferreira foi um dos líderes do movimento "Fora Dualib", que ajudou a encerrar a carreira política do ex-presidente no Corinthians e abriu caminho para Andrés. Desde então, se tornou um forte aliado de Sanchez.

Embora oficialmente os fatos não tenham sido relacionados, Ferreira deixou o cargo pouco antes da volta de Alessandro como gerente de futebol.

Durante a gestão de Roberto de Andrade, em 2016, o então diretor-adjunto se desentendeu com o ex-lateral e ex-capitão corintiano e também ficou descontente com o presidente.

Ferreira sustentou que Andrade e o gerente de futebol fecharam a contratação de Oswaldo de Oliveira, com a qual ele não concordava, sem consultá-lo. O adjunto acabou deixando o cargo por causa principalmente da divergência com Andrade.

Depois, Alessandro sofreu pressão de vários aliados de Andrés que queriam sua cabeça. Ele se manteve no posto e até trabalhou com Sanchez no primeiro ano da volta de Andrés. Alessandro saiu no início de 2019, e Edu voltou.

Andrade, escolhido agora por Duilio para a diretoria de futebol, também teve períodos turbulentos na relação com Andrés, seu padrinho político, enquanto estava na presidência.

Fora do futebol, outro escudeiro de Andrés ficou sem espaço na diretoria de Duilio. Trata-se de André Luiz de Oliveira, o André Negão, que ocupou o posto de diretor administrativo no último mandato de Sanchez.

Ele é considerado no clube o principal aliado do ex-presidente, ao lado do conselheiro Mané da Carne. André se acostumou a ocupar cargos de direção no Parque São Jorge e foi vice-presidente de Andrade.

Fora da direção, ele foi eleito recentemente vice-presidente do conselho, com apoio de Duilio. Como manda o estatuto, irá comandar a Comissão de Ética e Disciplina. Pelo menos oficialmente, os cargos na mesa do conselho são independentes em relação à diretoria.

Em seu movimento político mais surpreendente, Duilio nomeou Herói Vicente como diretor jurídico. Ex-apoiador de Sanchez, ele virou opositor e no ano passado chegou a pedir na Justiça o afastamento de Andrés.

Gente próxima ao atual presidente sustenta a tese de que suas escolhas demonstram independência em relação a Andrés, apesar de ambos continuarem sendo aliados.

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