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Para se levantar, Corinthians precisa entender que goleada não foi acidente

Goleiro Cássio lamenta lance de Palmeiras x Corinthians no Brasileirão - Marcello Zambrana/AGIF
Goleiro Cássio lamenta lance de Palmeiras x Corinthians no Brasileirão Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

19/01/2021 09h01

Vagner Mancini disse em entrevista coletiva que a goleada de 4 a 0 do Palmeiras sobre o Corinthians foi um acidente de percurso. Na opinião deste blogueiro não foi.

E não enxergar isso é o primeiro passo para levar novos chocolates do rival.

O resultado tem a ver com a maneira com que os dois clubes têm sido conduzidos. Está ligado à forma como cada um contrata, vende jogadores e cuida de suas categorias de base, entre outros fatores.

Hoje, o Palmeiras faz tudo isso melhor. A final do último Estadual entre ambos foi equilibrada, com a vitória alviverde nos pênaltis. Mas foi o único instante em que ambos caminharam próximos na temporada. Os demais resultados mostram a diferença entre os rivais, traduzida em goleada no Allianz Parque na última segunda (18).

Com Tiago Nunes no comando, o Corinthians foi eliminado antes da fase de grupos da Libertadores pelo Guaraní do Paraguai. O Palmeiras fará a final com o Santos após passar pelo River Plate.

Já sob a batuta de Mancini, o time do Parque São Jorge caiu nas oitavas de final da Copa do Brasil, fase em que estreou na competição. Foi eliminado pelo América-MG. A equipe de Abel Ferreira derrubou o mesmo adversário nas semifinais para encarar o Grêmio na decisão.

Os dois treinadores também simbolizam a diferença de patamar entre os rivais. Mancini foi contratado para afastar o Corinthians da zona de rebaixamento. O português veio para fazer o Palmeiras jogar um futebol mais moderno e ofensivo e brigar por títulos.

Eles cumpriram suas missões. O corintiano tirou a equipe da parte de baixo da tabela do Brasileiro, ostentava uma série invicta de sete jogos até o atropelamento no clássico e tenta uma vaga na próxima Libertadores.

Ferreira levou o Palmeiras a atuações de gala, como nos 3 a 0 sobre o River Plate, na Argentina, e pode conquistar três títulos na temporada.

Todo esse cenário desmonta a tese de que foi um acidente o passeio da equipe de Luiz Adriano, Willian, Gabriel Menino e Raphael Veiga sobre a de Jô, Gabriel, Everaldo e Léo Natel.

O que Mancini chama de acidente, eu chamo de natural. Caso a diretoria corintiana também entenda a goleada como acidental e não mude profundamente seu jeito de cuidar do clube, olhar o rival de baixo para cima será dolorosamente rotineiro para a Fiel.

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