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Análise: derrotas testam desempenho de Muricy em novo cargo no São Paulo

Muricy Ramalho e Fernando Diniz se encontram no São Paulo - Divulgação/São Paulo
Muricy Ramalho e Fernando Diniz se encontram no São Paulo Imagem: Divulgação/São Paulo
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

11/01/2021 11h36

As duas derrotas seguidas do São Paulo no Campeonato Brasileiro testam já nos primeiros dias da gestão o modelo escolhido por Júlio Casares para o futebol são-paulino. Principalmente, está à prova o desempenho de Muricy Ramalho no cargo de coordenador técnico de futebol.

O presidente tricolor ainda não definiu o novo executivo de futebol, mas Raí segue no cargo, o que permite que a estrutura planejada seja colocada em prática.

Antes de ser eleito, Casares prometeu criar condições para que Diniz pudesse ter longevidade no cargo.

Nessa engrenagem, Muricy Ramalho seria peça importante como coordenador técnico de futebol. Além de aproximar a base do profissional, ele tem a missão de conviver diariamente com Diniz e ajudá-lo a encontrar soluções.

Ou seja, dentro do que foi planejado é esperado que o ex-treinador aconselhe Diniz e colabore para que ele faça o líder do Brasileirão reencontrar o caminho das vitórias. É a primeira oportunidade para o coordenador mostrar que é capaz de fazer a diferença. Raí, que provavelmente deixará o cargo ao final do Brasileirão, deve dar suporte e cobrar a comissão técnica.

Por sua vez, Carlos Belmonte, diretor de futebol não remunerado, tem a função de assegurar que Diniz, Muricy e Raí tenham as condições de trabalho ideais e agir para que eles atuem em harmonia. Feito isso, o dirigente deve cobrar o cumprimento de metas.

Muricy e Diniz têm boa relação. Porém, o ex-treinador precisará ter habilidade para colaborar sem que sua atuação seja considerada uma intromissão por Diniz. Esse é um dos pontos que estão em jogo, além, é claro, da eficiência do coordenador.

A estrutura montada por Casares para o futebol tem ainda um executivo para as categorias de base. O escolhido foi Marcos Biasotto, do Athletico-PR.

Ativo no Twitter, Casares não havia se pronunciado após a derrota por 1 a 0 para o time do Santos cheio de reservas até a conclusão deste post.

No entanto, o presidente foi ao CT da Barra Funda na última sexta (8), dois dias depois de o São Paulo ser derrotado por 4 a 2 pelo Red Bull Bragantino, e também no sábado, véspera do duelo com o Santos

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