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Natel nega abatimento, mas admite chance reduzida em eleição no São Paulo

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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

09/12/2020 12h28

Em mensagem disparada por WhatsApp na última terça (8), Roberto Natel, candidato à presidência do São Paulo no próximo sábado (12), nega abatimento por derrota no primeiro round da disputa, mas reconhece a dificuldade e coloca como alternativa o discurso de conselheiro de oposição vigilante.

O grupo de Natel foi derrotado na eleição de conselheiros no último dia 28 já que elegeu 27 membros para o Conselho Deliberativo contra 73 da ala ligada ao candidato Júlio Casares.

O novo presidente será escolhido pelo voto desses conselheiros juntamente com o de 151 vitalícios. Em tese, Natel pode vencer, mas o mapa de posicionamento dos vitalícios coloca Casares em vantagem.

Essa realidade é retratada pelo tom de Natel em seu comunicado.

"Minhas chances diminuíram - matematicamente - por um resultado que não pode ser comprovado. Porém, é o que temos e é desta forma que sigo", diz Natel no comunicado. Ele alega que houve falhas na apuração dos votos dos sócios na eleição de conselheiros, mas teve pedido de recontagem negado pelo clube.

Em seguida, o candidato se apresenta como opositor combativo no Conselho, se não for presidente.

"Seguirei sempre atento, vigilante e ativo, seja como o presidente ou como conselheiro vitalício", escreveu Natel.

Leia a mensagem completa enviada pelo candidato a seus contatos no WhatsApp.

"É direito dos candidatos e de todos que participam da eleição, questionar o erro na contagem dos votos. Apresentamos os números e argumentos, mas a recontagem foi negada. Respondo com o famoso ditado antigo: "quem não deve, não teme!"

Minhas chances diminuíram - matematicamente - por um resultado que não pode ser comprovado. Porém, é o que temos e é desta forma que sigo. Não estou desmotivado, o meu amor pelo São Paulo Futebol Clube vem desde o berço e só aumenta - este é o meu combustível. Seguirei sempre atento, vigilante e ativo, seja como o presidente ou como conselheiro vitalício.

Ao que for obscuro, antiético e depreciativo para o nosso clube, continuarei a me opor, fortemente. Sei da minha importância na história tricolor, sei da força dos associados, que seguem comigo no mesmo propósito: um tricolor mais forte, mais ético e mais transparente. Agradeço mais uma vez por todos que seguem ao meu lado desde o começo e torcem comigo pelo melhor do nosso tricolor. Vamos até o final mesmo com as chances prejudicadas por um resultado não comprovado".

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