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Oscar Roberto Godói


Goleiros têm se adiantado em pênaltis e árbitros permitem irregularidade

Henal, goleiro do São Bento, comemora pênalti defendido contra o São Paulo - Marcello Zambrana/AGIF
Henal, goleiro do São Bento, comemora pênalti defendido contra o São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

01/03/2019 12h02

O que interessa para o torcedor é vibrar com as conquistas do seu time, não importa como. Certo ou errado, honesto ou não, não é problema dele nem culpa do seu time. 

Os árbitros têm contribuído para que esse sentimento continue sendo alimentado ao deixarem de cumprir corretamente a regra na cobrança de pênaltis, seja durante o jogo ou em decisões por tiros livres da marca do pênalti.

A regra é muito rigorosa com o goleiro, justamente para beneficiar o chutador e, consequentemente, a marcação do gol. As estatísticas mostram que, no mundo futebolístico, os goleiros estão defendendo pênaltis de maneira irregular, adiantando-se. Os árbitros, por sua vez, não repetem a cobrança.

O goleiro não pode se movimentar para a frente, tirando o pé da linha de meta, antes do batedor tocar na bola. Interessante é que ninguém reclama, nem quem é prejudicado diretamente, ou seja, o cobrador. 

Dizem que sorte é sinônimo de competência. O árbitro Lucas Belotte, aquele que errou demais no jogo Corinthians x São Paulo, voltou a se complicar no jogo Palmeiras 3 x Ituano 2. Havia impedimento no primeiro gol do Ituano e o auxiliar, mais uma vez, complicou o seu trabalho. Ainda bem que o resultado favoreceu o time prejudicado.

Parece que os árbitros de São Paulo saíram na inércia e vão enfrentar o poder da situação na eleição do Sindicato da classe. Aurélio Sant'anna Martins é o candidato da chapa que tem Regildenia de Moura como vice. É aguardar para ver.

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