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Menon

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Hipocrisia: Galo quer calar Gabigol e nada faz contra homofobia da torcida

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Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

25/06/2022 16h22

Dois fatos no último Galo x Flamengo:

1) O árbitro Luis Flávio Oliveira paralisou a partida para que a torcida do Galo parasse seus cantos homofóbicos.

2) Gabigol, na entrevista pós jogo disse a frase: "quando eles forem lá (referindo-se só segundo jogo, no Maracanã), vão conhecer a pressão, o inferno"

O que fez a diretoria do Galo? Repetiu Ronaldo, dono do Cruzeiro, e repreendeu os gritos homofóbicos de seus torcedores?

Não.

Está pedindo a punição a Gabigol, baseando-se em dois artigos do código disciplinar:

a) Artigo 243-D - Incitar publicamente o ódio ou a vio6. Pena: multa e suspensão de 360 a 720 dias.

b) Artigo 258: Assumiu conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. Pena: suspensão de uma a seis partidas.

Em resumo:

Querem tirar Gabigol do futebol por dois anos? Acabar com a carreira?

Ou.

Querem tirar Gabigol da Copa do Brasil? Ou, no mínimo, da partida de volta.

Tudo besteira

Querem, no fundo, tumultuar o jogo três semanas antes de seu início.

Criar um clima de intranquilidade e tensão que nada ajuda, só atrapalha o desenrolar da partida decisiva

Querem pressionar Gabigol? O Flamengo? O árbitro, que nem foi escolhido ainda?

A pequenez é assim: em vez de uma atitude educativa, que pode ajudar o futebol, preferem outra, demagógica, que não ajuda nem o próprio Galo.