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Menon

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Torcida corintiana reclama de racismo e pratica homofobia. E aí, Duílio?

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Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

23/05/2022 04h00Atualizada em 23/05/2022 08h29

A torcida do Corinthians (grande parte dela) presente em Itaquera entoou cantos homofóbicos contra o São Paulo. O árbitro Wilton Pereira Sampaio ordenou que o sistema de som pedisse que a prática criminosa cessasse.

Não se pode culpar o clube pela atitude de parte de seus torcedores. O clube errou antes, quando o presidente Duílio Monteiro Alves explicou por que não haveria ninguém com a camisa 24. Bobagens pueris pelas quais de desculpou depois. E Cantillo está com a 24.

E, muitos anos antes, quando Luis Paulo Rosenberg fazia piadas homofóbicas contra o São Paulo.

Sou contra o clube ser punido esportivamente por atitudes homofóbicas ou racistas de seus torcedores. Cabe ao poder público descobrir o infrator e punir, o que é mais fácil em caso de racismo, quando são poucos criminosos.

Também sou a favor da presunção de inocência. Deixei claro meu posicionamento nos casos do suposto estupro por parte de Robson Bambu e suposto racismo de Rafael Ramos.

Mas o Corinthians precisa fazer alguma coisa educativa. O presidente precisa dar uma entrevista dizendo que é tão contra a homofobia quanto é contra o racismo.

Explicar à sua torcida que os torcedores do Boca cometem crime quando chamam os corintianos de macacos. E que os corintianos cometem crime também quando chamam os são-paulinos de bicha.

Aliás, é bom informar aos torcedores preconceituosos que tem muito corintiano homossexual também. O que não tem importância alguma.

E vamos lembrar da pífia e burocrática nota corintiana no Dia de Luta contra a Homofobia, quando o clube mudou a bandeira LGBTQIA+ para não usar verde.

O futebol não pode viver à margem da sociedade. E o clube que se intitula "do povo" tem um fator fundamental nesta luta.

Ou será o "clube do povo homofóbico"?