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REPORTAGEM

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Portuguesa arruma a casa e caminha para ser SAF já em março

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

07/01/2022 18h38Atualizada em 07/01/2022 19h19

Quem for à sede da Portuguesa, no Canindé, para tratar de futebol, vai bater com a cara na porta. Ali, ficou apenas o clube social.

Os responsáveis pelo setor administrativo, financeiro, marketing, jogadores, presidente, todos estão dando expediente no CT do clube, perto do aeroporto de Cumbica. "Até a rouparia foi para lá", conta o presidente Antônio Carlos Castanheira.

É um dos passos da separação entre futebol e social, fundamental para que o clube se torne uma SAF - Sociedade Anônima de Futebol - já em março. "O passo final do processo é a assinatura com um investidor. Já temos três em vista", conta Castanheira.

Foi um processo longo. Primeiramente foi feito um grande acordo trabalhista com credores da Luísa. Mensalmente, o clube paga 30% de suas receitas para ex-jogadores que foram à Justiça. O valor precisa ser maior que R$ 250 mil.

Agora, foi protocolado um novo acordo para dívidas cíveis. A Portuguesa contratou o advogado Paulo Feuz para cuidar do assunto. A homologação deve sair em pouco tempo.

Com os dois acordos em vigência, tudo fica mais fácil. "É a segurança jurídica necessária para que o investidor possa investir sem temer bloqueios de receita", explica Castanheira.

Não é só. "Teremos segurança jurídica, regras de governança e compliance. Criar uma SAF não é apenas fazer um CNPJ".

Mas quais são os atrativos que a Portuguesa pode apresentar a um investidor?

Castanheira explica, pedindo que não se olhe apenas para jogadores e sim para o negócio futebol. Ele fala em quatro blocos de negócio e receita.

1) Os jogadores do clube e mais a base. "Existe a solidariedade em vários jogadores que negociamos e revelamos".

2) Arena - "Ela é um espaço para jogos e shows, com espaço para publicidade estática. E temos um projeto de reforma que não foi implantado ainda por conta da pandemia, que atrasou contatos".

3) Núcleo de negócios - "É um ativo que ninguém tem. Envolve toda a comunidade lusitana, com suas padarias e supermercado. Um investidor terá acesso a todo esse mundo. Vou dar um exemplo. A cerveja Estrela Galícia deixou de patrocinar o Corinthians e veio para a Portuguesa porque vai ter onde se colocar. Está nos postos Graal, na Rede Duque, Supermercado Violeta, Supermercado Davó, tudo com auxílio do Sindicato Patronal de Panificadoras. Um investidor dessa área teria muito a ganhar"

4) Cotas da Federação Paulista e da CBF - "Antes, eram bloqueadas. Agora, não mais".

Para tratar do assunto, a Portuguesa contratou Toninho Cecílio como executivo.E fora da SAF, Castanheira está perto de um investidor para o clube social. Até março, quer implantar a primeira fase de modernização, com um Boulevard, a reforma do Salão Nobre, do Teatro e um palco ao ar livre para shows.

E, enquanto a SAF não vem, como fica o futebol?

"Subir. Só pensamos em subir. Formamos um bom time, com Tomazela, Luiz Ricardo, Luizao, Naldo e Eduardo na defesa. No meio, Marzagão, Tauan e Daniel Costa. Pra montar o ataque, o Sérgio Soares vai ter problemas, com Caio Mancha, Luan, Leo Costa, Giovani e Cesinha. Estamos fortes".