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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Rogério Ceni, Primeiro e Único, nunca erra

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

08/12/2021 04h00Atualizada em 08/12/2021 11h46

É interessante buscar o subtexto em uma entrevista. O que significa realmente o que o entrevistado disse. O que ele quis dizer com o que disse.

Estava analisando a entrevista do Rogério Ceni após a vitória por 3 x 1 sobre o Juventude. E vi que minhas conclusões eram as mesmas do amigo Lucca Bopp e que já as havia externado antes.

Pareceria um plágio meu.

Então, vou transcrever a opinião dele e dizer que concordo plenamente.

1) Diminuiu a qualidade do grupo —Jogou toda a culpa nos jogadores. A eles, muitas vezes, falta atitude. E não há jogadores como ele deseja, principalmente no 1 x 1. Ah, como é bom ter memória: Ceni é aquele treinador que trouxe Sidão, Marcinho e Thomaz, entre outros.

2) Se colocou como um abnegado —Repetiu várias vezes que voltou porque não poderia recusar um convite do clube que ama e que passou noites sem dormir. É impressionante como Rogério nunca assume um erro. Colocar Diego Costa para marcar Michael e Gabriel Sara para marcar Ferreirinha...Quem faz coisa assim, não pode criticar qualidade do elenco.

3) Foi deselegante com Crespo —Repetiu várias vezes que seu aproveitamento é melhor, que conseguiu (sempre ele) cinco vitórias em 12 jogos contra seis em 25 do argentino etc e tal. Tudo verdade, mas não consigo ver Crespo tendo atitude semelhante. E Crespo foi campeão paulista, tirando o São Paulo da fila.

A entrevista pode se resumir assim: eu só aceitei dirigir esse time de jogadores fracos em amor ao São Paulo. Consegui cumprir minha tarefa. E só fico se tiver reforços à minha altura.

Eu conto ou vocês contam?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL