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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Rogério faz São Paulo passar vergonha contra o Grêmio

Rogério Ceni na partida entre Grêmio e São Paulo pelo Brasileirão - Pedro H. Tesch/AGIF
Rogério Ceni na partida entre Grêmio e São Paulo pelo Brasileirão Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

02/12/2021 23h13Atualizada em 02/12/2021 23h40

Rogério Ceni foi um jogador genial. Um goleiro que marcou mais de cem gols na carreira é uma novidade incrível no futebol.

Como treinador, ele dá a impressão de querer trilhar o mesmo caminho. Quer ser autoral, ter a sua marca. E tem feito besteira. Contra o Grêmio, foi assim.

Após vencer o Sport por 2 x 0, Rogério optou por mexer taticamente no time. Escalou três zagueiros. Até aí, tudo bem. Mas colocou Gabriel Sara na ala direita. Sim, o Gabriel que tem jogado bem pelo meio, foi jogado na ala. Para marcar Ferreirinha, o melhor jogador do Grêmio.

Estão se lembrando de alguma situação parecida? Sim, contra o Flamengo, ele escalou Marquinhos para marcar Michael.

Não deu certo lá, muito menos cá.

E o time ficou com apenas três no meio: Nestor, Benítez e Gomes. Todos muito mal, sem competir, sem ganhar divididas. O Grêmio tinha muito espaço. O segundo gol foi um exemplo. Diogo Barbosa caminhou com a bola desde o meio campo e não foi incomodado por ninguém.

Estava tudo tão errado que Miranda, o zagueiro da sobra, se via constantemente em um duelo homem a homem com Diego Souza. Fruto da falta de marcação no meio.

Foi três, poderia ser seis. Houve duas bolas na trave e Miranda salvou um chute sem goleiro. E Arboleda fez bons desarmes.

O Grêmio lutou muito para continuar respirando. O São Paulo lutou nada para ainda sonhar com Libertadores. Entrou sem ambição alguma. Como se o ano já tivesse acabado.

Vergonha.

Vexame.

Ofensa contra a torcida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL