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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Comum acordo é mentira e CBF tem coisas mais importantes para fazer

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

20/10/2021 15h03

Crespo fez comum acordo com o São Paulo. Marquinhos Santos fez comum acordo com o Juventude.

Dá para acreditar?

Sim.

Tem gente que acredita em mula sem cabeca, no Omar Aziz e no Jair.

Mas é difícil acreditar. O comum acordo, no caso, é contra a esdrúxula portaria da CBF que proibia os clubes trocarem de treinador mais de uma vez no Brasileirão. E vice-versa: treinador só poderia treinar dois clubes no campeonato.

Sem demissão, tá tudo liberado.

E, só para lembrar, o "comum acordo" com Crespo não liberou o São Paulo de pagar a multa de 750 mil dólares, mais de 4 milhões de reais.

A CBF poderia ter feito muita coisa para melhorar o futebol, no lugar dessa bobagem. Mas, se fizesse, não seria a CBF.

Poderia paralisar o campeonato em dia de Data FIFA. Não prejudicar os clubes. E valorizar o seu produto.

Exigir campos bons. Fazer uma avaliação 20 dias antes do início. Os reprovados teriam nova avaliação cinco dias antes. Se o estádio e/ou campo estivesse ruim, teria de jogar em outro lugar.

Melhorar o nível dos árbitros.

Melhorar o VAR.

Punir os clubes que utilizam gandulas para retardar jogo, escondendo bolas.

São sugestões simples. Com certeza, há outras, tão importantes quanto.

Muito pode ser feito.

Estamos de comum acordo?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL