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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: São Paulo trata mal o torcedor, seu maior patrimônio

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

04/10/2021 11h28

Em 2013, 2016 e 2017 o São Paulo esteve ameaçado de rebaixamento. A torcida foi uma das armas para que o desastre não se concretizasse.

Apaixonada, foi ao Morumbi gritar por um time que não empolgava e que, afinal, conseguiu a manutenção.

O momento atual não é tão ruim assim. A luta é por uma vaga no G-9, o que permite um lugar na Libertadores/22, algo muito importante para o São Paulo, economicamente falando.

É hora de trazer a torcida novamente. Já há permissão para 30% de lotação nós estádios. E o São Paulo leva vantagem sobre Palmeiras e Corinthians, por exemplo. São 18 mil ingressos contra 14 mil dos adversários.

O São Paulo poderia fazer uma campanha pedindo a presença da torcida, tratando os torcedores como parceiros, fazer um trabalho de acolhimento e ter o Morumbi "cheio", empurrando o time que tem dificuldade para acordar.

Nada disso. Pra que facilitar, se pode complicar? O preço do ingresso é alto, mais de cem reais. Acrescente estacionamento, refrigerante....

Deviam olhar na experiência do Flamengo. Colocou ingresso nas alturas e vendeu apenas 6 mil dos 24 mil disponíveis na vitória por 2 x 0 contra o Grêmio.

E ainda há o tal checkin. A pessoa que compra o ingresso precisa ir a um posto para validá-lo. Quem pode deixar de trabalhar para validar ingresso?

A postura parece arrogante. É assim. Se quiser, ótimo. Se não quiser, fica pra próxima vez.

Acredito que haverá 10 mil pessoas no Morumbi, contra o Santos. Uma renda de R$ 1 milhão aproximadamente. Se o preço médio fosse R$ 70, haveria 15 mil pessoas. A mesma arrecadação, com muito mais vozes gritando seu amor pelo time.

Tudo é uma questão de escolha.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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