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Menon: São Paulo, "transparente", precisa afastar Douglas e Serafim

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

30/09/2021 15h53Atualizada em 30/09/2021 15h56

Douglas Schwartzmann, secretário geral, e Leonardo Serafim, ex dirigente do departamento jurídico, ambos do São Paulo, foram indiciados pelo Ministério Público por corrupção durante o mandato de Carlos Miguel Aidar, ele também indiciado juntamente com a namorada.

Por respeito ao clube, deveriam pedir licença até que o caso seja esclarecido. Se não por respeito ao clube, pelo menos por apreço à biografia de cada um.

Se a iniciativa não vier por parte deles, já deveria ter vindo do clube. Não sei o procedimento burocrático. Cabe ao presidente Júlio Casares pegar a caneta e afastá-los da diretoria? Ou cabe ao Conselho? Onde está o desconhecido que tentou cassar Março Aurélio Cunha? Onde estão os que afastaram Lapolla?

Júlio prometeu uma gestão transparente. O caso necessita muita transparência. Não se trata de falar em maior contrato de patrocínio da história, não se trata de anunciar a maior transferência da história da MLS e esconder números sob a muleta da cláusula de confidencialidade.

É muito mais grave.

Afeta a credibilidade do clube.

Quem vai querer negociar com um secretário acusado de corrupção?

Mesmo que Douglas seja inocente, um possível patrocinador pode pensar que será achacado em negociação futura.

O caso pode afetar também a credibilidade da gestão de Casares. E se os indiciados forem condenados? Quer dizer que Casares trabalhou com eles?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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