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REPORTAGEM

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São Paulo analisou que, sem acordo, poderia pagar R$ 70 milhões para Daniel

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

17/09/2021 18h57Atualizada em 17/09/2021 19h38

O acordo com Daniel Alves permite ao jogador receber um salário alto - 400, 500 mil? - por cinco anos. Sem trabalhar. O São Paulo entra com o pescoço e o Good Crazy com a corda.

Podia ser pior, segundo análise interna do clube, a que tive acesso.

1) O contrato é muito favorável ao jogador, totalmente incompatível com o que se tem hoje noite

2) Se o São Paulo batesse o pé, ele conseguiria uma liminar e ficaria livre. A análise é que irá para o Flamengo.

3) Daniel entraria na Justiça para exigir cumprimento total do acordo. A causa, com juros, correção monetária e honorários de advogados, chegaria a R$ 70 milhões no mínimo. Seria pior que a pendência jurídica com Ricardinho. O São Paulo avaliou que não havia possibilidade de vencer.

4) A decisão poderia levar anos. O clube sabe que sim, mas acha que seria muito ruim ter o nome exposto no mercado como alguém que não cumpre acordos.

5) A análise do São Paulo é que a contratação foi uma loucura. Contrataram, fizeram o contrato e foram buscar um patrocinador que nunca apareceu. O tal plano de marketing nunca saiu do papel. Pior, nunca esteve no papel.

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