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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Flamengo não merece ser a Geni em um futebol de tantas genis

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

17/09/2021 15h03Atualizada em 17/09/2021 15h03

Eu desconfio sempre quando alguém ou alguma entidade é retratada como a encarnação do Mal. O único motivo de tudo estar errado. É bom já ir dizendo que, sim, algumas vezes é verdade.

Vamos lembrar de Eurico Miranda. Era a Geni da vez. Durante muito tempo seu nome vinha se seguido do aposto "o câncer do futebol brasileiro".

Criou-se a ilusão de que o afastamento de Eurico seria o abracadabra que transformaria o futebol brasileiro em algo tão bom fora de de campo como dentro.

Doce ilusão.

Eurico foi derrotado no Vasco.

Eurico voltou ao Vasco.

Eurico manteve seu poder, fora da presidência do Vasco.

Eurico morreu.

E o futebol brasileiro continua pessimamente dirigido.

Troque Eurico por. ..

João Havelange

Ricardo Teixeira

Zé Maria Marin.

Marco Polo dele Nero.

Rogério Caboclo.

Troque por um Cartola de seu time...

E o Flamengo, onde entra no texto do prolixo blogueiro, que parece não saber o que é um lead?

Bem, o Flamengo é a Geni da vez. O egoísta, o malvadão...

Justamente o Flamengo que teve a única atitude corajosa em toda a confusão do futebol brasileiro: lutou pela paralisação do Brasileiro quando houver Data Fifa.

Algo cristalino. Lógico. Em muitos países é assim. Não teve apoio de ninguém. Todos os outros ficaram com a CBF.

Agora, o Flamengo conseguiu com a Prefeitura do Rio, liberação de público para três jogos. Conseguiu no STJD a liberação de público para todos os jogos como mandante. Uma liminar brecou.

O Flamengo é egoísta? Sim.

O Flamengo está pouco ligando para a saúde pública? Sim.

E os outros? São bonzinhos? São santos? Estão pensando em um futebol brasileiro forte e organizado? Estão preocupados com saúde pública?

Santa inocência, Batman!

Assim que os governadores liberarem a presença de público, todos abrirão suas bilheterias sem nenhum remorso se o público não estiver seguindo os protocolos sanitários. Com máscara ou não.

Todos são iguais. Todos são egoístas. Todos são genis.

O Flamengo foi mais ousado e teve menos preocupação com a opinião pública.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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