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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Corinthians pode repetir 2015, se tiver um novo Elias e velocidade

Renato Augusto e Elias, em treino do Corinthians em 2015 - Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Renato Augusto e Elias, em treino do Corinthians em 2015 Imagem: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
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Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

31/08/2021 12h46

Campeão brasileiro, com 81 pontos, 12 a mais que o Atlético-MG.

Foram 24 vitórias, nove empates e apenas cinco derrotas.

Melhor ataque, com 71 gols.

Melhor defesa, com 31gols.

Tite, o melhor treinador.

Renato Augusto, o melhor jogador.

O ano de 2015 está guardado nós corações e mentes dos corintianos.

Com as novas contratações, muita gente pensa em um déjà vú. Por que não? Há muitas semelhanças.

Comecemos pela defesa.

Cássio, Fagner, Gil e Fábio Santos estavam lá e estão agora. A diferença é João Victor, que logo estará na Europa no lugar de Felipe que fez sucesso por lá.

O esquema era o 4-1-4-1.

O primeiro 1 era Ralf. Uma segurança enorme que não vejo em Gabriel. E em ninguém do elenco.

Elias fazia o área a área.

Jadson na direita, Malcon na esquerda e Renato Augusto no meio. Love na frente.

Bem, Renato Augusto está de volta.

Willian e Roger Guedes mas pontas. E Giuliano também no meio. Jô na frente.

Falta alguém que dê a dinâmica tão bem executada por Elias.

Mas é um grande time no papel.

O que pesa contra o time do papel é a idade dos jogadores.

Sim, Cássio, Fagner, Gil, Fábio Santos e Renato Augusto estão de volta. Seis anos mais velhos. Não é pouco.

O time escalado por mim tem apenas Roger Guedes, João Victor e Gabriel com menos de 30 anos. Gabriel tem 29.

Não é um impeditivo individual ter 30 anos e jogar bem. Mas pode ser um impeditivo coletivo para um jogo mais dinâmico.

A falta de velocidade e a falta de um Elias podem comprometer o sonho de 2015. Mas sonhos podem ser adaptados, não? Hoje, é possível fazer cinco substituições por jogo. É possível deixar o time mais revigorado, é possível escalar de acordo com o rival do dia.

Sylvinho tem bons jogadores. E tem a tarefa de montar um grande time. Nem precisa ser igualzinho a 2015.