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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Rebeca completa trio de medalhas históricas e empoderadas

Rebeca Andrade conquista a medalha de prata na ginástica artística nas Olimpíadas de Tóquio - Ricardo Bufolin/CBG
Rebeca Andrade conquista a medalha de prata na ginástica artística nas Olimpíadas de Tóquio Imagem: Ricardo Bufolin/CBG
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

29/07/2021 10h54

Os 18 anos de treinamento, as quedas, as privações, os três aparelhos anteriores... Tudo ficou para trás. A História estava feita. As casas decimais diriam a cor da medalha, não a sua importância.

Rebeca Andrade precisava de 13,802 para ser ouro. Tirou 13,666. Prata. Um detalhe. O importante é que a garota preta e pobre de Guarulhos se tornou a primeira mulher brasileira dona de uma medalha na ginástica olímpica.

O fato é este. O resto é detalhe: ouro, prata ou bronze, desistência de Biles que lhe deu um favoritismo não confirmado..

Detalhes. A história foi feita. E poderá ser repetida na disputa do solo, quando o favoritismo será ainda maior. Há a possibilidade concreta de termos uma Rebeca de prata e de ouro.

Foi a segunda conquista histórica do Brasil no mesmo dia. Mais cedo, Mayra Aguiar havia se tornado a primeira judoca brasileira a ganhar medalhas em três Olimpíadas seguidas. Três de bronze. Os caça-medalhas podem dizer que a tricampeã mundial falhou pela terceira vez seguida. Seria burrice. É preciso apreciar a História sendo feita.

Rebeca e Mayra fazem companhia a Rayssa Leal, outra a entrar nos livros com sua prata no estreante skate.

Uma adolescente/criança de 13 anos, uma judoca a meses dos 30 e a ginasta de 22. O Brasil tem história em esportes diferentes, com pessoas de idades diferentes. Um movimento sólido. Todas mulheres. Girl Power na veia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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